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7 DICAS PARA QUEM QUER INVESTIR EM IMÓVEIS


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Quer investir em imóveis?

O investimento em imóveis é um dos preferidos dos investidores brasileiros há muito tempo. Segundo pesquisa da Franklin Templeton, 26% dos entrevistados mostraram preferência por este tipo de investimento. No entanto, a Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências (AMSPA) aponta que é muito importante focar em detalhes e pesquisar bem para fazer um bom investimento imobiliário e evitar problemas desnecessários no futuro. A entidade listou sete dicas para quem pretende investir em imóveis.

1 – Coloque todas as despesas no papel

“Reflita o quanto pode investir para adquirir um imóvel. O ideal é que as parcelas não comprometam mais do que 30% da renda familiar. Além disso, é bom ter um dinheiro guardado para se precaver contra uma eventualidade”, explica a associação.

2 – Faça uma pesquisa sobre a construtora

A AMSPA recomenda que seja feita uma pesquisa sobre a idoneidade da construtora, com pedido de seu CNPJ e consulta ao Procon. Também é importante verificar os registros no CREA do engenheiro e do arquiteto responsáveis pelo imóvel.

3 – Formalize a proposta

Outra recomendação é que a proposta seja formalizada, com todos os detalhes que foram prometidos pelo corretor, como preço, prazo, forma de pagamento, reajustes, entre outros.

4 – Guarde tudo

É importante se prevenir contra promessas que não sejam cumpridas ou propagandas enganosas, e para isso é bom guardar de tudo: folders, anúncios, fotos da maquete, do estande e do espaço interno.

5 – Avalie o potencial de rentabilidade

“Avalie o potencial de rentabilidade do negócio na região, ou seja, se a área escolhida apresenta chances de valorização. Para isso é fundamental analisar o bairro, seu zoneamento (se é possível alugar o local para fins comerciais), segurança, acessos, opções de transporte público e disponibilidade de serviços no entorno”, aconselha a AMSPA.

6 – Conheça o espaço

Essa dica é para imóveis usados, é importante conhecer o local, conversar com os vizinhos e verificar se o bem encontra-se ocupado também.

7 – Imóveis mais baratos podem se valorizar mais

“Lembre-se que um imóvel mais barato e simples tem um potencial de valorização muito maior do que imóveis de luxo ou empreendimentos maiores”, finaliza a associação.

Valorização ou não de um imóvel depende de vários fatores, sem receitas prontas


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Valorização ou não de um imóvel depende de vários fatores, sem receitas prontas.Para um imóvel ser valorizado ou desvalorizado, é importante considerar aspectos como localização, número de vagas na garagem, estrutura do prédio e condições internas do bem, o que pode ter peso diferente em cada caso.

Vizinhança incômoda, falta de vagas na garagem, ruas sem acesso, trânsito caótico. O que faz um imóvel se desvalorizar? São muitos os elementos que elevam ou abaixam o valor de um apartamento ou de uma casa. De acordo com especialistas do mercado imobiliário, em Belo Horizonte, onde há bairros com características diversas, que vão desde um número maior de residências antigas ou novas, a valorização ou desvalorização residencial vai depender da localização, condições internas do imóvel e, em casos de prédio, das reais possibilidades que ele oferece, como área de lazer, elevadores e outros itens.

Arquitetos e engenheiros certamente já se acostumaram a falar ou a escutar frases como “olha, coloque isto porque vai valorizar o imóvel” ou, ao contrário, “não faça isto pois desvaloriza”. Há fatores que valorizam ou desvalorizam um apartamento ou casa, mas uma receita que funciona em determinadas situações pode dar o resultado oposto em outras. Isso porque não existe uma fórmula pronta para conjugar os fatores em fórmulas fixas, uma vez que a análise tem que ser feita não só pelos aspectos objetivos, mas principalmente sob o ponto de vista social e econômico do público ao qual se destina cada imóvel.

Diretor da Câmara do Mercado Imobiliário (CMI/Secovi-MG), Otimar Bicalho destaca os três elementos que formam o valor de uma casa ou apartamento. “O primeiro é o imóvel em si. No caso de um apartamento, por exemplo, é levado em consideração a situação dele por dentro, como acabamento, número de banheiros, distribuição do espaço etc. Em segundo lugar, é observada a condição do prédio, se há salão de festas, área de lazer, vagas na garagem, se o elevador funciona ou não. O terceiro ponto é a localização, o que inclui topografia, vizinhança, se a rua onde está localizado o imóvel é acidentada ou não, em que bairro está”, diz, lembrando que esses fatores valem tanto para valorizar quanto para desvalorizar um bem imobiliário.

Otimar destaca que hoje, na capital mineira, um exemplo de acesso difícil é a entrada do Bairro Buritis, na Região Oeste da cidade. “Ali é um problema por causa dos congestionamentos. É uma situação geográfica”, afirma, e dá como outros exemplo os bairros Anchieta, na Zona Sul, e Carlos Prates, Região Noroeste. “No primeiro, há os prédios novos; no segundo, há mais casas antigas”, compara. Ele comenta que, se a pessoa tem um apartamento ótimo, mas o prédio está com fachada ruim, pode ser um fator negativo para a valorizacão do imóvel. “São fatores que alteram o valor do bem. Todo mundo quer as coisas por perto, mas pouquíssimas as querem muito perto”, diz.

DISPOSIÇÃO DO PRÉDIO 

Na opinião do consultor imobiliário e gerente de vendas da Brasil Brokers, Felipe Matias, um bem se valoriza até 15 anos de idade. Quando passa disso, começa a se desvalorizar. “Comprar um imóvel antigo é sempre uma incógnita, porque não é sabido, por exemplo, como está a condição da parte elétrica”, ressalta. Segundo ele, o que mais é valorizado hoje é a disposição do prédio e o que ele oferece ao morador, como estrutura, lazer, elevador. “Uma boa disposição da planta é um ponto para a valorização. Ninguém quer morar em um apartamento rodeado de janelas ao lado. A localização é tudo.”

Felipe comenta que, atualmente, praticamente toda as famílias têm dois carros na garagem. “Imóveis sem vagas são mais difíceis de ser vendidos.” Sobre a região, o especialista enfatiza a Zona Sul da cidade, onde, segundo ele, é uma localidade cada vez mais valorizada, já que “é perceptível a falta de terreno para novas construções”. Por esse motivo, Felipe afirma que, com a construtora pagando mais caro por um espaço, o valor final da construção será mais alto. “É mais valorizado também morar próximo às estações de metrô, perto de shopping. As pessoas, muitas vezes, pagam pela comodidade. No Bairro Santo Agostinho, por exemplo, há, além de um centro de compras, um hospital”, exemplifica.

Por outro lado, ele destaca que a proximidade com as comunidades também desvalorizam o imóvel. “Há muitas pessoas que acham a Região do Vila da Serra, em Nova Lima, ruim por causa do trânsito. Porém, naquele local há soluções para futuras intervenções. Em contrapartida, há ali um bairro planejado, com lazer completo e estrutura. Já no Buritis, onde há muito oferta de imóveis, o trânsito é mais pesado e há prédios antigos e novos lado a lado. Não há um padrão de construção do bairro. Já tive dificuldades de vender um imóvel por causa disso. O prédio era novo, porém, ao lado tinha um bem antigo”, critica.

Evite personalizações

De acordo com especialistas, deve-se a todo custo evitar alterações de cunho pessoal que personalizem um imóvel. Ao contrário, deve-se fazer apenas aquelas que melhorem sua funcionalidade à luz das expectativas e demandas do mercado. A redecoração necessária significa custos e esses serão abatidos do valor inicial do imóvel. Assim, sempre que for reformar um imóvel pense em como aquelas alterações seriam recebidas por um corretor de imóveis e como elas serão percebidas por um possível comprador.

Por: Luciane Evans – Estado de Minas

Proposta que pode encarecer imóveis em Belo Horizonte


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Prefeitura lança proposta que pode encarecer imóveis em Belo Horizonte

Intenção é nivelar coeficiente de edificação à medida do terreno e cobrar pela área construída excedente. Empresas preveem elevação de despesas.

A Prefeitura de Belo Horizonte lançou no sábado, durante reunião do Conselho Municipal de Política Urbana (Compur), proposta que, se aprovada, vai modificar radicalmente a lógica de ocupação da cidade e do mercado imobiliário. A ideia do Executivo é que o potencial de construção dos terrenos deixe de pertencer aos lotes e passe a ser público, administrado pela prefeitura, que por sua vez, vai vender o direito de construir. A área para construção de prédios, que hoje está incluída no preço do terreno, seria comercializada à parte, a preços fixados pelo poder público. Assim, ao mesmo tempo que a medida possibilita organizar a ocupação do espaço urbano, o Executivo também cria um novo mecanismo de arrecadação para bancar futuros investimentos financiados por um novo e milionário mercado.

A proposta em discussão precisa ser aprovada pelo Compur e pela Câmara Municipal. O potencial de construção da cidade varia, em algumas regiões pode ser de 1,5, em outras próximo a 3, por exemplo. A ideia é trazer todas as áreas da cidade para o coeficiente 1. Para construir além do mínimo (equivalente à área do terreno), o interessado deverá comprar esses estoques do governo. Com a medida, a área que pode ser construída em um lote cai drasticamente – pode ser reduzida em mais de um terço. Representantes da construção civil acreditam que a medida vai encarecer os imóveis em Belo Horizonte; já a prefeitura aposta que a proposta, se aprovada, vai provocar uma queda de preço dos terrenos, compensando o crescimento no valor da construção.

Em regiões como a área central da cidade é possível a construção de 2,7 mil metros quadrados em uma área de mil metros quadrados. Com a nova lei, o excedente aos mil metros quadrados teriam que ser comprados da prefeitura. A proposta está prevista no Estatuto das Cidades, mas pegou de surpresa o mercado. O principal receio é de que a mudança paralise e encareça o valor dos imóveis que já sofreram forte alta.

Se por um lado o Executivo quer ter nas mãos o ordenamento da cidade, o que é positivo “e faz sentido”, por outro, existem preocupações, observa o presidente da Câmara de Construção da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), Teodomiro Diniz Camargos. Ele aponta que cidades como São Paulo lançaram mão de medida parecida em corredores determinados, já a Prefeitura de Belo Horizonte quer a medida para toda a cidade. “O que é um enorme volume para ser administrado”, observa. O empresário lembra que a política de controle e venda dos estoques é um projeto complexo, que deve ser público, transparente e com preços definidos. “Projetos mais antigos como a outorga onerosa (mecanismo que permite construir acima do máximo permitido mediante contrapartidas ou pagamento) depois de quatro anos ainda não saíram do papel. Outra questão é a gestão. O tempo não interessa tanto ao poder público, mas deve ser ágil, porque é fatal para a economia.”

Benefícios

Leonardo Castro, secretário municipal adjunto de Planejamento Urbano, explica que a medida proposta pela prefeitura é adotada em diversas cidades do mundo e vai estimular a construção em áreas pulverizadas da cidade, inclusive em regiões onde há pouco interesse. Segundo ele, o preço do estoque segue o do valor do terreno e pode ser reduzido se houver contrapartidas que beneficiem a cidade, ou até no caso de imóveis com uso misto, residencial e comercial, assim como em construções de uso social.

Segundo Castro, os terrenos vão se adequar ao seu novo uso, sofrendo redução de preços e, para evitar que áreas na cidade fiquem subutilizadas, quando há carência de terrenos, ele diz que o poder público tem como recurso elevar progressivamente o valor do IPTU e ainda usar de desapropriação por dívida ativa. “Acreditamos que o preço dos imóveis não será elevado, e os terrenos vão se adequar. Uma área onde era possível construir 40 apartamentos tem um determinado preço, se esse potencial cai 50%, o valor também deve cair”, compara.

O secretário admite que parte do mercado sentiria os impactos da medida. “Quem investiu em terrenos para especulação imobiliária, dentro desse novo conceito pode não obter pela área o valor que pretendia”, admite. Bráulio Garcia, diretor da área imobiliária do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), imagina que, se aprovada, a nova medida vai encarecer as construções principalmente em áreas próximas à Avenida do Contorno. Segundo ele, o valor do terreno chega a representar 50% do custo da construção.

Caminho de incertezas

O projeto do Executivo Municipal de Belo Horizonte deve esquentar as discussões que até maio acontecem no Conselho Municipal de Política Urbana (Compur). A política de comercialização de estoques para construção ordena a ocupação do espaço urbano e pode gerar contrapartidas para obras públicas, mas por enquanto, em sua fase inicial, dá um apequena mostra das incertezas sobre a operação do sistema de estoques, uma vez a lei aprovada.

“A proposta da prefeitura ainda precisa ser estudada, mas a princípio o que se propõe é reduzir o potencial de construção não oneroso”, explica Cláudia Leite, conselheira do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB-MG) e membro do Conselho de Política Urbana (Compur). Segundo ela, a proposta é legítima e prevista pelo Estatuto das Cidades. O que ocorre é que hoje a prefeitura permite construções sem custo e agora pode passar a cobrar. A especialista pondera, no entanto, que a arrecadação deve ser regulada por fundo que financie obras públicas com amplo controle social. Ela aponta que propostas com essa natureza são uma operação complexa e preocupam sob o ponto de vista da descontinuidade das políticas públicas com trocas de governo. “A grande pergunta é: a prefeitura terá capacidade de gerenciar a medida?”

Para o construtor Ricardo Catão, a medida vai mexer não apenas com o setor mas com a iniciativa privada. “Quem tem um terreno hoje com intenção de construir, depois da aprovação da lei perde essa certeza. Tudo vai depender da quantidade de estoques construtivos disponibilizados no mercado. A cada quatro anos a lei de construção está sendo alterada. A falta de previsibilidade é muito ruim”, critica.

Para o secretário municipal adjunto de Planejamento Urbano, Leonardo Castro, a prefeitura está preparada para administrar o novo sistema, e sua previsão em lei pode ajudar a continuidade da política por governos seguintes. (MC)

Burocracia tem custo de 12%

Brasília – Incompetência, má gestão, leis confusas e contraditórias, atraso tecnológico: é longa a lista de deficiências que atrasam e encarecem os empreendimentos imobiliários no Brasil. Todo o trâmite de licenciamentos e aprovações, incluindo os gastos com documentação, representam, em média, 12% do valor de um imóvel residencial, segundo estudo divulgado ontem pelo setor. Da compra do terreno à entrega das unidades, o custo da burocracia chega a R$ 18 bilhões por ano. E quem paga essa conta é o consumidor.

Entre os entraves elencados, quatro se destacam, na avaliação do presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), Paulo Simão: a “caótica” aprovação de projetos nas prefeituras; a falta de padronização e critério nos cartórios; o imbróglio do licenciamento ambiental; e mudanças aleatórias em planos diretores. “Da forma como são hoje, esses processos são um desastre. A sociedade paga por algo que simplesmente não serve para nada, estão enxugando gelo”, comentou.

No curto prazo, apesar de números e constatações fortes do estudo, os representantes do setor sabem que pouco podem fazer para mudar esse quadro. No máximo, conquistarão discursos de apoio, como o protagonizado também ontem pela ministra do Planejamento, Miriam Belchior, durante a apresentação dos dados. “Estamos fazendo a nossa parte”, disse ela. Desde o ano passado, executivos da construção civil têm batido à porta de autoridades para convencê-los da necessidade de reduzir a burocracia, que, segundo definiu o presidente da Cbic, é um “convite à corrupção”.

Acabando com a ineficiência – ou pelo menos minimizando-a -, o prazo de entrega de imóveis poderia ser reduzido em até dois anos, de acordo com o estudo, coordenado pela consultoria americana Booz & Company. Não são raros os exemplos de apartamentos e casas prontos e ociosos à espera de visitas e assinaturas de funcionários de concessionárias de água e luz, por exemplo. Nem mesmo o que se espera como básico, como o registro eletrônico de empreendimentos, se concretizou no país. “Ainda que não consigamos mudar a lei, podemos simplificar o processo”, ponderou o presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), Rubens Menin. (Por Diego Amorim)

Por: Marinella Castro – Estado de Minas

Qual é a sua opinião sobre isso?

 

Erros comuns que você deve evitar ao captar um imóvel


captaçãoA captação de imóveis é uma das coisas mais importantes e desafiadoras do setor de comércio imobiliário. Não é uma tarefa fácil conquistar um cliente proprietário, de modo que confie seu imóvel sob a responsabilidade de um corretor para que este venha a negociá-lo com terceiros.

É por isso que, hoje em dia, o corretor deve superar as funções mais básicas de apresentar o local e as informações sobre o imóvel e passar a dar ênfase nos conhecimentos extras, como os relacionados ao meio jurídico e de documentos, e no fortalecimento de suas relações com as duas partes envolvidas no negócio. Nesse aspecto, o bom corretor deve chegar antes da concorrência, aprendendo como não cometer os seguintes sete erros na hora da captação.

Descuidar de sua imagem

Muitas vezes, a primeira impressão é a que fica. Portanto, cultive uma boa aparência, com cabelos penteados, unhas limpas e de forma a se apresentar sempre bem-vestido. Tenha uma imagem positiva de si, e seu potencial de vendas e negociação aumentará. Acredite!

Não conhecer bem os clientes

É importante que o corretor ouça seus clientes e entenda as razões que os levaram a vender seus imóveis. Os clientes devem ser motivados a falar e, com isso, a confiar no corretor para quem vai entregar seu imóvel para ser negociado.

Estabeleça vínculos mais sólidos com sua clientela. Mantenha contatos mais pessoais. Para os novos clientes em potencial, envie cartas de apresentação; para os antigos fregueses, proprietários dos imóveis e compradores, sempre que possível atenda as chamadas telefônicas com prontidão.

Ser um profissional mal informado e desatualizado

Informar-se acerca das novidades de sua atividade profissional, legislações e notícias afins é uma obrigação. Além de ter assunto para rechear convenientemente as conversas, poderá ter mais qualificações para argumentar com clientes, funcionários e concorrentes.

Aparecer mais do que o imóvel

Quem vai comprar um imóvel está mais interessado na aquisição do bem do que saber de suas conquistas e qualificações pessoais. Portanto, não fique contando vantagem sobre si mesmo e foque no principal: a venda (ou o aluguel) do imóvel. O cliente que tem um imóvel precisa perceber que ele será o protagonista da negociação, e não o corretor. Afinal, a corretagem é apenas o “miolo” da negociação.

Não transmitir confiança

A captação de um imóvel junto ao seu proprietário é uma tarefa que tem como base uma relação de confiança mútua e através da qual o corretor deve mostrar-se preparado, dedicado e com o correto comprometimento e conhecimento para tal. O bom captador deve dar ao cliente uma perspectiva de que, com ele, as chances de realizar o negócio serão grandes e seguras.

Não saber avaliar o imóvel

Desde o início, o proprietário precisa estar informado sobre os valores que serão cobrados pelo imóvel. Ao menos de maneira aproximada, e as variações presumidas de preços.

Se esse bate-papo inicial ocorrer de forma transparente, esclarecedora e ética, quando o corretor demonstrar que entendeu bem os desejos de venda ou locação do proprietário, existem mais chances de ele contratar os serviços de corretagem.

Desistir facilmente da captação mais árdua

Não seja persistente em demasia com aqueles clientes que parecem difíceis ou que se mostram quase inacessíveis. Mas também não desista facilmente de captar tal imóvel. Utilize e-mail, mensagem de celular ou correio de voz para manter contato. Apenas não seja irritante ou inoportuno. Mantenha-se presente e sempre comunicativo, dentro do possível, sem exagerar para não criar descontentamentos.

E então, como está sua prática de captação? Alguns desses erros estão presentes em seu dia a dia? Não deixe de comentar!

Fonte:Blog Bemdireto

Corretor de imóveis o que fazer após o boom imobiliário?


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Corretor de imóveis o que fazer após o boom imobiliário?

Após ‘boom imobiliário’ corretores tem que se readaptar à estabilidade do mercado.

Depois do boom dos preços de imóveis no país, valores voltam ao normal e profissionais buscam ajuda financeira

O encanto e a euforia deram lugar às dívidas. Durante os tempos áureos do mercado imobiliário no país, entre 2008 e 2011, milhares de brasileiros — incluindo advogados, servidores públicos e jovens recém-formados — decidiram virar corretores, querendo ficar ricos do dia para noite. Muitos conseguiram. Em cidades onde as vendas e os preços dispararam, como Brasília, o faturamento anual desses profissionais encostou nos R$ 800 mil, uma média mensal superior ao dobro do teto constitucional. Agora, quem esqueceu de poupar está com a corda no pescoço, pois o boom do mercado deu lugar ao retorno da estabilidade.

Aflitos com as contas a pagar, corretores e ex-corretores têm recorrido a consultores financeiros para pedir socorro. Nos escritórios, é com saudosismo que eles lembram do período em que todas as unidades de um empreendimento eram vendidas horas depois do lançamento e, com a renda repentina, podiam comprar carros importados, trocar de casa e viajar para o exterior. “Muitos gastaram tudo e, claro, se endividaram”, conta o diretor-executivo da Libratta, Rogério Olegário.

Quando o mercado ainda estava aquecido, em 2011, o paulista Leandro de Assis, de 33 anos, decidiu apostar todas as fichas no setor imobiliário. Mudou-se para Brasília, fez um curso de três meses e virou corretor. Mesmo sendo novato na área, driblou a concorrência e logo vendeu um apartamento milionário. “Embolsei R$ 23 mil de uma só vez”, lembra. Ao perceber que os dígitos da conta bancária não paravam de subir, comprou um carro e fez viagens pelo Brasil e para o exterior.

A ambição pelo dinheiro súbito fez com que Leandro esquecesse de poupar. Com as vendas estabilizadas, ele sofreu as consequências da falta de planejamento. “Não conseguia vender tanto quanto antes e comecei a me endividar. Tive que recorrer ao crédito para pagar as dívidas, incluindo o aluguel”, conta. Hoje, frustrado com a profissão, o corretor distribui currículos e estuda para concurso. “Quero estabilidade”, sublinha.

O freio na economia brasileira, o endividamento das famílias, o excesso da oferta de imóveis e a forte especulação levaram à acomodação do mercado que mudou os planos de Leandro e de tantos outros corretores de imóveis. A valorização, que chegou a 30% ao ano, foi reduzida para 13,7% em 2013, segundo o índice da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Em algumas localidades onde o valor do metro quadrado alcançou a casa dos dois dígitos, como o Noroeste, as unidades até caíram de preço.

Para o vice-presidente da Câmara do Mercado Imobiliário (CMI/Secovi-MG), Fernando Júnior, que está há 30 anos no mercado, a mudança no cenário mexeu com o bolso apenas de alguns corretores mais aventureiros, que entraram no setor sem conhecer a sua dinâmica. “Os profissionais que conhecem a área sabem que existem períodos de euforia, mas também de estabilização e se prepararam financeiramente”, pondera. Ainda de acordo com ele, hoje a renda do corretor no estado é coerente com o preço dos imóveis, mas principalmente com a sua produtividade e força de vendas.

O alinhamento de preços, forçado pela estabilização do mercado, minou os lucros vultosos, mas, por outro lado, trouxe equilíbrio para os ganhos atuais dos corretores e para as próprias vendas. “Aqueles que se comportaram como se tivessem ganhado na loteria foram os que mais sofreram”, diz o vice-presidente da CMI/Secovi-MG.

CONTROLE No contraponto está o consultor imobiliário Alberto Luis de Carvalho, no mercado há quatros, e que garante ter vida financeira sadia, possibilitada por um controle rígido de gastos e ganhos. Ele, que sempre trabalhou com vendas, também foi atraído pela possibilidade de ganhos altos. “Entrei no mercado no fim do boom e peguei uma fase boa, mas como sei que o período não duraria para sempre, apostei num trabalho focado também no déficit habitacional, que garante que o volume de negócios continue ocorrendo”, comenta. Outra atitude que garante as vendas e, por consequência, a renda é a proatividade junto aos clientes e conhecimento do setor. “Depende muito da postura de o corretor ter ou não redução nos ganhos”, garante.

Em Minas Gerais, o consultor financeiro Carlos Eduardo Costa afirma que o efeito não é mesmo que o registrado em Brasília, já que o próprio boom teve dimensões diferentes. De acordo com ele e com outras fontes do mercado financeiro, ainda não há a procura de corretores para pedir socorro para salvar as finanças. Mas Carlos pondera que caso ocorresse deveria ser durante o boom, e não após o período. “Em Brasília as valorizações foram mais altas e certamente os ganhos também”, explica. “Naquela época, o trabalho do consultor poderia ser mais positivo, mas hoje é mais limitado e se há um excesso de dívidas a orientação é para que corte as despesas.”

O especialista pondera ainda que o grande erro dos corretores, de forma geral, foi não poupar ao longo do período onde os ganhos foram satisfatórios. “Muitos imaginaram que ganhariam o mesmo valor pelo resto da vida”, diz. Carlos Costa. E, por isso, foram no caminho contrário, elevando o padrão de vida, comprando carro importado, casa com prestação alta, viajando e colocando os filhos em escolas particulares. “Nesse momento eles deveriam ter tido cuidado para que despesas fixas não alcançassem um patamar elevado do salário, que é variável, e investido em uma poupança mais agressiva”, diz.

Como todo autônomo, corretor não tem estabilidade nem dinheiro certo no fim do mês. É ele quem faz o próprio salário, com a garantia de, no máximo, uma ajuda de custo para gastos com combustível, telefone e alimentação, no caso de algumas imobiliárias. O salário médio mensal desses profissionais atualmente, segundo o Conselho Federal dos Corretores de Imóveis (Cofeci), é de R$ 3 mil, quase metade do registrado durante o bom momento do mercado.

Embora haja pequenas variações em cada estado, a taxa de corretagem gira em torno de 5%, ou seja, em tese, esse é o percentual do valor do imóvel vendido que vai para o bolso do corretor. Apartamentos de R$ 1 milhão, por exemplo, rendiam R$ 50 mil de corretagem. No entanto, construtoras e imobiliárias, principalmente nos períodos de boas vendas, costumam abocanhar parte dessa fatia.

Administrando o variável

Cinco dicas para quem não tem salário fixo, como os corretores de imóveis:

>> Calcule sua receita mensal média levando em conta o último ano. A partir dessa base, procure aplicar a sobra dos meses bons em fundos de renda física para compensar os meses em que os ganhos não chegarem ao patamar.

>> Quando os negócios vingarem e a receita for acima da média, surpreendendo positivamente, não decrete de imediato que esse é o seu novo patamar salarial.

>> Da mesma forma, não se desestimule ou “entregue os pontos” quando o mês não render uma boa receita ou mesmo não gerar renda alguma.

>> Mantenha uma estrutura de gastos compatível com a sua receita mensal média. Cuidado para não se empolgar nos meses de boas vendas.

>> Reserve uma parcela da renda — abaixo ou acima da média — para a poupança ou outros investimentos, de olho na independência financeira no futuro.

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Fonte: Libratta Finanças Pessoais

Arrecadação em dia

O endividamento de corretores ainda não interferiu na arrecadação dos conselhos regionais, que aguardam um aumento de pelo menos 6% do total da receita. Entre janeiro e março de cada ano, os profissionais precisam pagar uma taxa que atualmente é de quase R$ 500. Para ser corretor, é preciso fazer um curso de técnico ou de nível superior na área e se inscrever no conselho regional.