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Como pendurar quadros nas paredes


Pendurar quadros nas paredes é pessoal, mas cuidados garantem harmonia na composição, Pinturas, gravuras, fotos ou desenhos são elementos decorativos que tornam o ambiente confortável visualmente.

QUADRO

Especialistas dizem que não existem regras para a disposição de quadros na parede, mas é preciso cuidado para não quebrar a harmonia

Quadros são aliados na decoração. Por isso mesmo não devem ser pendurados de qualquer maneira pelos ambientes. Eles exigem equilíbrio na composição de uma parede. Ainda que eles aceitem formas, distâncias e tamanhos variados, a estética jamais abre mão da harmonia. Caso contrário, vira bagunça. A designer de interior Sandra Penna criou quase um manual à prova de falhas para quem quer pendurar quadros sem dor de cabeça.

QUADRO2Sandra enfatiza que é importante ter arte nas paredes. Porém, não basta sair pendurando sem critério. “Altura, organização e outros quesitos devem ser observados na hora da montagem. Organizar quadros em uma parede é pessoal, mas existem regras, especialmente se você não tem experiência.” Antes de começar, é preciso ter em mãos uma furadeira,buchas, parafusos (de preferência, todos número 6), lápis, rena, fita crepe e jornal. “Algumas pessoas usam pregos, e outras adesivos. São opções não muito confiáveis, então é melhor não arriscar.” Caso não tenha furadeira, ela indica um modelo a bateria por ser mais prático e servir como parafusadeira. “Para evitar sujeira, use um envelope de papel, ou improvise um pacotinho com jornal, e cole-o na parede com fita crepe logo abaixo do local do furo. Também suja, mas menos. Cuidado com canos. Dê uma olhada antes no projeto de hidráulica, se puder.”

A estética é superimportante na hora de distribuir os quadros. A altura é QUADRO3fundamental. “Fique atento. O eixo do quadro (linha imaginária que o divide ao meio) deve estar a 1,60m do piso. Essa é a altura dos olhos de uma pessoa de estatura média. Em geral, quadros altos demais deixam qualquer parede um desastre.”

A designer lembra que há uma forma clássica de organizar quadros num ambiente. Ela destaca quatro passos. Primeiro, obras de arte de maior importância devem ocupar local de destaque, de preferência uma parede vazia, se tiver bom tamanho. Quadros atrás de sofá devem ficar centralizados e com o eixo a uma altura de 1,60m, porém a pelos menos 25cm do topo do móvel. Já obras pequenas devem ser agrupadas e organizadas em uma só parede. O ideal é criar um eixo e montá-las respeitando determinado critério. Por fim, sobre aparador, deixe pelo menos 20cm de altura entre o quadro e o móvel.

QUADRO4Sandra Penna conta que uma forma de organizar sua coleção de arte é sobre uma prateleira estreita na sala, que deve estar a 1m do piso. O bacana é que você pode reordenar as peças sem fazer sujeira. “É interessante também distribuir pelo estilo de pintura. Fazer conjuntos de abstratos ou acadêmicos ou modernistas etc. Além de o visual ficar harmônico, confere peso maior às obras expostas. Coleção de arte em uma sala, por mais modesta que seja, dá personalidade e charme.” Ela enfatiza que as obras devem ser escolhidas pela afinidade e sensibilidade dos donos, “e não exclusivamente pela função estética. Afinal, você vai conviver com seus quadros diariamente”.

Sandra dá três dicas importantes quanto à iluminação. “Focos de luz muito próximos à parede tendem a formar ogivas de luz sobre os quadros, o que compromete a obra. Dependendo do tamanho do quadro, observar uma distância de 0,6cm e até mais da parede, procurando a melhor angulação da lâmpada para valorizar a pintura. E quando a parede é muito grande e tem muitos quadros o sistema wall wash (iluminação geral da parede) pode ser a solução.”

GRAVURA 

A arquiteta Joanna Anastasia, do escritório Anastasia Arquitetos, reforça que um erro crasso na hora de pendurar quadros é a altura, grande ou muito pequena. “A falta de proporção é terrível. É importante ter harmonia, aliás, até nas molduras para não ficar tão contrastante.” Ela lembra ainda que quadro é sempre reto, “nivelado com a parede”, nada de 45 graus ou em losango, “a não ser que o trabalho do artista peça uma posição diferente”, ensina.

Quanto a temas, Joanna diz que o cliente decide de acordo com seu estilo. E certamente vai funcionar no contexto com o resto do ambiente. A arquiteta enfatiza que não existe regra quanto a disposição, ou seja, um quadro pode ocupar toda uma parede ou ela ser coberta por vários modelos de tamanhos distintos. “O tema da obra também não precisa casar com o espaço. Fiz um projeto usando pop art.” E se não tem como investir numa obra assinada, Joanna ressalta que há várias opções de gravuras e ainda a fotografia, que está na moda. “Acho importante investir em gravuras legais, que tenham um trabalho mais significativo do que decorativo.”

TOQUES RÁPIDOS

1) Quadros, em qualquer ambiente, são sempre bem-vindos porque dão personalidade e trazem a sensação de conforto. Paredes bonitas ajudam a fazer da sua casa um lar de verdade.
2) Quanto aos ambientes, vale tudo, mas cuidado com os banheiros.Lá a obra deve resistir à umidade.
3) Geralmente, quando se opta por uma obra única na parede, ela deve ser mais imponente e de maior valor.
4) Fotografias têm valor especial. Se feitas por um profissional, chamam muito a atenção, mas se foram tiradas por você, têm valor sentimental e abraçam seu ambiente com memórias e momentos. Isso tem um resultado indescritível.
5) Se a grana está curta, solução barata e de bom efeito são os adesivos. E aí as possibilidades são infinitas.
6) É superinteressante criar uma parede personalizada, onde se misturam obras de arte, objetos pessoais e até recordações, como um bilhete ou um cartão-postal. Isso é permitido e dá um charme incrível. Nesse caso, uma dica legal é cortar as formas do que vai ser pendurado em jornal e montar as diversas possibilidades de pendurar na parede até encontrar a  melhor e se sentir seguro para executar.
7) Misturar molduras é sempre bacana. Não tenha medo: as mais clássicas com outras mais modernas, ou mesmo chapas de vidro, ficam lindas.

Fonte: Luciana Teixeira, personal organizer,decoradora e fundadora do Atitude Caprichosa, empresa carioca especializada em organização e bem-estar

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Capitonê ganha cada vez mais espaço no mobiliário moderno


Consagrado no design, capitonê ganha cada vez mais espaço no mobiliário moderno.

Técnica surgiu na Inglaterra por volta de 1840 e ainda hoje é sinônimo de luxo na decoração.

capitone

O papel de parede 3D é uma das novidades no mercado e agrega valor aos ambientes,como mostram nesta proposta Ana Claudia e Ana Paula Nonato

Ao longo de séculos ele carrega a tradição. De origem inglesa, o capitonê valoriza o trabalho manual da terra da Rainha. Figuras geométricas, geralmente losangos ou quadrados, formados por linhas costuradas presas à estrutura do móvel por botões em seus pontos de interseção, produzindo uma superfície ondulada, a técnica foi consagrada pelo design. Com ar vintage e retrô, mas perfeita para ambientes modernos, sua escolha significa agregar valor a qualquer espaço ou objeto. “É clássico, mas causa impacto. E sempre dá um toque de luxo”, ressalta a arquiteta Laura Santos, que, ao lado de Fabiana Visacro, criou um pufe sob medida em veludo vermelho para uma sala. Peça que, num espaço clean, se destaca e vira o foco.

Técnica de confecção usada no estofado do século 19 e que cada vez mais ganha espaço no mobiliário contemporâneo, o capitonê é indicado para quem pretende investir numa decoração descolada e prática. Elegante, o estilo teve o auge nas décadas de 1950 e 1960, mas se tornou um clássico e nunca sai de moda. É atemporal. Além de espaço nos móveis (sofás, poltronas, cadeiras, cabeceiras de cama, pufes), ele tem invadido as paredes. A última novidade é o papel de parede 3D.

 

Sinônimo de elegância, o capitonê é bem bacana por causa do efeito dado pelos botões e franzidos. No papel de parede cria um jogo de luz e sombra que torna o ambiente aconchegante. Como chama a atenção, aqui vale a regra básica da decoração, ou seja, sem exageros. Para quem não quer arriscar mudança radical na parede, a dica, além de imagens na internet, é ficar de olho no apartamento da personagem Patrícia, vivida pela atriz Maria Casadevall na novela Amor à vida. Numa das portas da casa há essa textura.

O capitonê aparece ainda aplicados em painéis de tecidos. “O capitonê legal é o real. A imitação, a fabricação em série, é terrível porque perde a originalidade. Recomendo num painel de tecido revestido de espuma e em peças de tecidos nobres como veludo, camurça e seda (nesse caso, em peças mais decorativas, sem o uso pesado do dia a dia).” Fica bonito ainda em couros e vinílicos.

Apesar de tradicional, o sofá ganha ares modernos com cores vibrantes no projeto de Tatiana Pradal (Jomar Bragança/Divulgação)
Apesar de tradicional, o sofá ganha ares modernos com cores vibrantes no projeto de Tatiana Pradal

Para não errar, Laura lembra que “a essência é ter o capitonê em tecidos nobres, já que essa é a sua proposta, o seu conceito. Agregar valor. É possível também fazer releituras unindo o clássico e o moderno, com sofás e chaises em capitonê estampados e em cores fortes, como roxo”.

COMERCIAL 

Mesas de pé de cama em capitonê fogem do convencional e são refinadas. Produto da Lider Interiores (Lider Interiores/Divulgação)
Mesas de pé de cama em capitonê fogem do convencional e são refinadas. Produto da Lider Interiores

Tendência na decoração no mundo inteiro, as peças com aplicações de capitonê ou botonê (outro estilo, técnica parecida) fogem do convencional e são refinados. Rafael Cândido, designer de interior, da Lider Interiores, reforça que o capitonê se tornou moderno ao misturar o estilo clássico e contemporâneo. “A peça em capitonê é bonita, transmite uma sensação de conforto e é um luxo. A modernidade fica por conta de cores fortes e vibrantes. Encaixa em qualquer ambiente e é para todo perfil. O importante é saber dosar. Como causa impacto, não dá para espalhá-lo no sofá, na parede, na cabeceira da cama. Vai ficar over.”

Rafael lembra que o capitonê também é usado em ambientes comerciais, principalmente nas áreas vips e camarotes de casas noturnas, justamente para dar o ar de sofisticação. Aliás, a técnica caiu tanto no gosto das pessoas que, desde 2000, além dos móveis, ela tem invadido a moda em versões coloridas seja em acabamentos de roupas ou em acessórios, como nas bolsas do designer mineiro Rogério Lima que investiu nesse trabalho.

Capitonê x botonê

Vale saber a diferença entre essas técnicas de estofamento tão parecidas. A capitonê leva espuma e é revestida em tecido ou couro com o afundamento de alguns pontos e cobre toda a superfície da peça. O acolchoado é dividido por pontos feitos com cordões ou fios grossos, que formam saliências quadradas ou retangulares. O formato depende da distância em que são inseridos os cordões e, consequentemente, formados os afundamentos. As depressões podem ser profundas ou superficiais. Pode ou não receber botões. Já o botonê é mais simples. Os botões são apenas fixados sobre o revestimento em tecido ou couro e o afundamento é mais superficial. Ele também não precisa aparecer em toda a superfície e pode ser apenas um detalhe no centro.

Capitonê também pode aparecer com requinte na cabeceira da cama, como no quarto assinado por Mila Saraiva (Jomar Bragança/Divulgação)
Capitonê também pode aparecer com requinte na cabeceira da cama, como no quarto assinado por Mila Saraiva

Móveis com assinatura

O primeiro grande designer a criar um móvel de capitonê foi Phillip Stanhope, o Conde de Chesterfield, que imortalizou a técnica, com o sofá Chesterfield, um dos ícones do design. Imponente, o móvel é típico da era Vitoriana (1837-1901). Outra peça das mais famosas é a poltrona Barcelona, de 1929, lançada no Salão Móvel de Milão, e desenvolvida pelo arquiteto modernista Mies van der Rohe. O que ressalta a força do estilo. Há produtos bacanas também de profissionais do peso de Jaime Hayon e Philippe Starck.

Por: Lilian Monteiro – Estado de Minas

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