Se recusa a vender casa e torna real história de sucesso da Disney


americana

Americana se recusa a vender casa e torna real história de sucesso da Disney. Caso de uma senhora que aos 82 anos rejeitou oferta milionária para se desfazer do imóvel onde vivia lembra o enredo da animação ‘UP! Altas Aventuras’

Edith recusou oferta milionária e construtora teve que adaptar projeto de shopping para manter sua casa no lugar (Reprodução/Internet/Roadtrippers)
Edith recusou oferta milionária e construtora teve que adaptar projeto de shopping para manter sua casa no lugar

Quem não lembra da emocionante história de Carl Fredricksen, contada na animação “UP! Altas aventuras”, criada pela Disney-Pixar em 2009? Na ficção, um ex-vendedor de balões de 78 anos se recusa a deixar a singela casinha em que mora, e onde viveu uma linda história de amor com sua querida Ellie, para dar lugar à construção de enormes prédios.

Coincidência ou não, alguns anos antes de UP! uma história parecida foi vivida por Edith Macefield, uma senhora que aos 82 anos rejeitou vender a sua antiga casa, mesmo após oferecerem a ela US$ 1 milhão pelo imóvel. As informações são do site norte-americano Road Trippers.

                                           Veja mais fotos da casa de Edith Macefield

Edith e sua mãe sempre viveram na mesma casa, em Ballard, Seattle, nos Estados Unidos. Ao longo dos anos, perceberam a chegada do progresso, com a transformação das antigas casas em lojas e grandes edifícios. Não demorou muito para que as construtoras tentassem fazer o mesmo com a casa de Edith, oferecendo enormes quantias pelo imóvel. De tanto ela se negar a vender a propriedade, as ofertas chegaram a valores milionários, mas ela permaneceu firme em seu propósito.

 (Reprodução/Internet/Roadtrippers)

Assim como o Carl Fredricksen, o personagem do desenho, Edith também mantinha um apego emocional muito grande à casa. A mãe morrera na casa e era lá que pretendia viver até seus últimos dias, justificava ela sempre que perguntada sobre o motivo da recusa.

Após muitas negativas, a construtora interessada no imóvel não teve outra opção, senão adaptar o projeto arquitetônico de um shopping, construindo ao redor da pequena casa. A obra foi levantada, mas o projeto precisou de um grande vão, para manter intacta a casa de Edith.

 (Henry Gales/Flickr)

Também como no desenho, Edith fez um amigo inesperado: Barry Martin, que na época da construção chefiava a obra. Mesmo com tudo para não se darem bem, eles fizeram uma boa dupla. Martin a ajudava com as medicações e outras tarefas diárias. O amigo a acompanhou até seus últimos dias, em 2008, quando Edith faleceu aos 87 anos, vítima de um câncer.

Inspirada pela lealdade de Martin, a senhora deixou para ele sua preciosa casa. A residência permanece até hoje no mesmo local e passou apenas por algumas reformas, como a troca das janelas e melhorias no jardim.

Assim como Carl Fredricksen, personagem do desenho, a senhora também mantinha um forte apego emocional à casa (Pixar/Divulgação)
Assim como Carl Fredricksen, personagem do desenho, a senhora também mantinha um forte apego emocional à casa

A persistência fez com que Edith se tornasse uma espécie de heroína local. Sua casa e história foram inspirações para a construção de pequenas casas na região, tatuagens e até um festival de música.

Fonte: Ciclo Vivo

 

Venda de apartamentos prontos volta a crescer em BH, mas preço desacelera


bh

Venda de apartamentos prontos volta a crescer em BH, mas preço desacelera.

Ano passado foram vendidas 20.466 unidades contra 18.578 em 2012. Apesar do aumento de unidade, preço dos imóveis teve menor alta em nove anos.

Depois de duas retrações anuais consecutivas, a quantidade de apartamentos prontos vendidos em Belo Horizonte voltou a crescer no acumulado de 2013: foram 20.466 unidades contra 18.578 em 2012, 19.445 em 2011 e 20.827 em 2010. Por outro lado, o preço médio (R$ 407.173,62) desse tipo de imóvel apurou a menor alta dos últimos nove anos: 7,4% em relação ao de 2012 (R$ 379.224,81). É a primeira vez desde 2005 que o avanço do preço médio de um ano para outro não atinge dois dígitos. Para se ter ideia, o indicador havia crescido 22,79% de 2011 para 2012.

Ainda assim, o resultado superou a inflação oficial de 2013 – o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 5,91%. “Depois de uma queda na quantidade de apartamentos vendidos em 2012, esse segmento se recuperou no ano passado. O preço médio do nosso mercado vai caminhar em linha com a inflação”, prevê o presidente da Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG), Evandro Negrão de Lima Júnior.

Ele acrescenta que o mercado já aguardava a desaceleração do preço médio dos apartamentos, cujas vendas correspondem a mais de 70% das transações de imóveis comerciais e residenciais. Os empresários do setor preferem avaliar a recuperação do nível de vendas e fazem questão de destacar dois dados: o salto de 417,2% no preço médio dos apartamentos entre dezembro de 2013 (R$ 491.217,72) e igual mês de 2004 (R$ 94.972) – a estatística não leva em conta a inflação acumulada no período – e o aumento no volume de imóveis negociados entre 2012 e o ano passado.

O mercado de apartamentos é um dos termômetros da economia da cidade. As transações desse tipo de imóvel respondem por mais de 70% das negociações comerciais e residenciais na capital. Em relação às vendas de todos os tipos de imóveis (apartamentos, casas, salas etc.), o mercado registrou alta de 5,6% entre 2012 e 2013, de 26.620 unidades para 28.110 registros. Em cifras, essas operações saltaram 16,6%, de R$ 9,6 bilhões para R$ 11,2 bilhões. Já a quantidade de casas vendidas no ano passado foi menor do que em 2012, de 2.873 para 2.845, com o valor dos negócios passando de R$ 1,07 bilhão para R$ 1,22 bilhão. Esse tipo de residência ocupa o segundo lugar no ranking de transações imobiliárias em BH, com 11% das operações. Os dados foram divulgados pela CMI/Secovi-MG e elaborados em parceria com o Instituto de Pesquisas Econômicas e Administrativas da Universidade Federal de Minas Gerais (Ipead/UFMG).

ITBI MAIS ALTO

De acordo com a Prefeitura de Belo Horizonte, a receita com o Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis por Ato Oneroso Inter-Vivos (ITBI) saltou 13,3% nos dois últimos anos, de R$ 309 milhões para R$ 350 milhões – a alíquota do ITBI é de 2,5%, mas passará para 3% a partir de maio. Boa parte do aumento da arrecadação com o tributo se deve às vendas dos apartamentos prontos (20.466 unidades, alta de 10,16% em relação aos 18.578 registros de 2012). Resultado: a cifra com essas transações passou, no mesmo confronto, de R$ 7,05 bilhões para R$ 8,33 bilhões, um avanço de 18,15%.