Caixa bate recorde de R$ 135 bi em 2013 para financiamento da casa própria16


Caixa bate recorde de R$ 135 bi em 2013 para financiamento da casa própria

financiamento-caixa-contrucA Caixa Econômica Federal atingiu R$ 134,9 bilhões em contratações de crédito imobiliário em 2013, batendo recorde e ficando acima dos R$ 130 bilhões esperados pelo banco. Os dados foram divulgados pelo banco nesta segunda-feira (27).

Do montante aplicado no último ano, 65% foi destinado à aquisição de imóveis novos e 35% para imóveis usados.

Em 2013, o número de contratos foi superior a 1,9 milhão, enquanto em 2012 foram firmados 1,2 milhão.

Pelo programa Minha Casa Minha Vida foram 900 mil unidades contratadas no ano passado, segundo a Caixa, totalizando 3 milhões e 240 mil unidades desde o lançamento do programa.

O recorde no financiamento a casa própria se deve a melhoria das condições para que os brasileiros adquiram um imóvel, disse o vice-presidente de Habitação da Caixa, José Urbano Duarte. “A estabilidade econômica somada ao aumento da renda e melhores condições de financiamento – taxas de juros menores, prazos maiores, além de maior simplicidade operacional – tem permitido um maior acesso ao crédito para compra do imóvel desejado”.

Para 2014, a previsão da Caixa é de que o crédito imobiliário continue crescendo, ficando de 10% a 20% acima do registrado no ano passado.

(Com Reuters)

Casa na Islândia é considerada a mais isolada do planeta


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Casa na Islândia é considerada a mais isolada do planeta; conheça.

Imagine morar no meio de uma ilha varrida pelo vento, sem ninguém à vista – esta construção é, no mínimo, intrigante.

Na pequena ilha de Elliðaey, ao sul da Islândia, está um imóvel que tem intrigado pessoas de diferentes lugares que se ligam na internet. Esta é a casa considerada como a mais isolada do mundo. As imagens que rodam na web chamam atenção porque a singela morada fica em um local completamente improvável, longe de qualquer sinal de civilização. Afinal, quem desejaria viver no meio do nada, sobre uma rocha sem barreiras para o vento, sem árvores e sem ninguém por perto?

Na realidade, a construção foi erguida por caçadores especializados em capturar papagaios-do-mar, atividade muito comum naquele país, como um alojamento. Em tempos passados, uma comunidade de cinco famílias habitava a ilha, sobrevivendo da criação de gado, da pesca e da caça dos papagaios-do-mar. Mais tarde, os moradores constataram que aquele ponto não era propício para a pesca e o gado, então abandonaram o local. A Associação de Caça de Elliðaey, somente na década de 1950, instalou o alojamento que ainda hoje é utilizado.

 (Divulgação/Friki)

A estalagem também é conhecida como a casa de Bjork, já que muitas vezes é confundida com a vivenda que a cantora e compositora islandesa recebeu de presente do governo, em gratidão por ela ter levado reconhecimento internacional à Islândia. A verdade é que a artista possui mesmo uma “casa ilha” a oeste do país, o que justifica a dúvida, mas essa é outra história.

 (Divulgação/Friki)

Fonte: Joana Gontijo – Lugar Certo

Projeto dá fim à exigência de fiador em locação de imóveis


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Projeto dá fim à exigência de fiador em locação de imóveis.

Matéria mantém a possibilidade de exigência de caução ou de seguro-fiança

Alugar um imóvel contando com a garantia de parentes e amigos pode estar com os dias contados. Isso porque a exigência de fiador em contratos de locação de imóveis urbanos poderá ser extinta de acordo com o projeto de lei (PLS 29/2003), do senador Paulo Paim (PT-RS), que aguarda votação terminativa. Porém, o parecer da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) é pela rejeição da matéria.

O projeto modifica a Lei 8.245/91 (Lei do Inquilinato) de modo a a extinguir a fiança como modalidade de garantia exigível pelo locador. Ao justificar a proposta, Paim argumenta que a exigência de um fiador proprietário causa “sérias dificuldades” ao pretendente à locação de imóvel, além de despertar “receio e constrangimento” nos fiadores. O projeto mantém a possibilidade de exigência de caução ou de seguro-fiança.

Arquivado em 2011, o projeto foi desarquivado a requerimento de seu autor e voltou à CCJ. O relator, senador Gim Argello (PTB-DF), chamou a atenção para a controvérsia em torno da extinção da fiança – proposta que, conforme ressaltou, tem sido continuamente discutida no Congresso – e concordou com Paim quanto às “agruras” que os fiadores enfrentam quando precisam honrar dívidas não pagas pelos afiançados, mas argumentou que a vigência de tal norma poderia “levar o mercado imobiliário ao colapso”. Ele ainda lembrou que a fiança constitui a modalidade de mais baixo custo de garantia de locação.

“O mercado imobiliário precisa fluir regularmente, em subordinação à lei econômica da oferta e da procura, e a certeza do adimplemento da obrigação é o alicerce sobre o qual se fundamenta os contratos dessa natureza e motiva os novos empreendimentos imobiliários”, diz o relatório. (Com Agência Senado)

 

Fonte: Estado de Minas

 

Até onde as construções residenciais estão preparadas para acessibilidade?


im_1$$3198Até onde as construções residenciais estão preparadas para acessibilidade?

Muito propagado entre os projetos comerciais e espaços públicos por todo o País, o acesso de pessoas com necessidades especiais, como idosos, cadeirantes e obesos, por exemplo, ainda é bastante complicado em muitos imóveis residenciais, principalmente nas construções mais antigas.

Poucos projetos contemplam a acessibilidade como uma de suas principais premissas e, ao refletir sobre isso, todos nós em algum momentode nossas vidas passamos ou podemos passar por um período em que nossa mobilidade é comprometida. Isso sem falar nos nossos parentes com idade mais avançada. É exatamente nesta situação que percebemos como a arquitetura pode influir diretamente no bem-estar e qualidade de vida.

Reformas aparentemente simples revelam-se um grande problema se não previstas no projeto inicial da obra. Vãos e folhas de porta mais largos, essenciais para passagem de cadeira de rodas ou para circulação de obesos, assim como corredores mais amplos, que possibilitam uma melhor circulação, facilitam muito a vida dos moradores se já incorporados às plantas.

Um espaço crucial para determinarmos o nível de acessibilidade de um imóvel são os banheiros. Boxes amplos e a instalação de barras de apoio permitem livre acesso e segurança. Enquanto torneiras com acionamento por sensor também facilitam a vida de quem já não tem a mesma firmeza para executar movimentos. As bacias precisam ser instaladas mais altas para facilitar a transição para as cadeiras de apoio e a posição também precisa ser estrategicamente pensada para permitir o livre giro da cadeira de rodas.

Nos quartos o desafio já começa com um hábito muito comum dos brasileiros de, geralmente, construi-los no andar superior das residências. Poucas casas preveem a possibilidade de um quarto no andar térreo, enquanto o ideal seria ter pelo menos um espaço que pudesse ser transformado, para o caso de uma pessoa adoentada ou impossibilitada de subir escadas. Para os cadeirantes já existe uma solução que substitui a necessidade da instalação de elevadores, um sistema que acoplado à cadeira de rodas a transporta até o andar superior.

As cozinhas são um capítulo à parte, na maioria das vezes é necessária uma reforma total para conseguir adaptar o ambiente. As pias, bancadas e pontos de torneira precisam ser mais baixos com vãos livres na parte inferior para a aproximação dos cadeirantes.  Já a disposição dos móveis e outros componentes do ambiente precisam levar em consideração, não somente o trânsito, mas também o giro da cadeira de rodas.

Apesar de regulamentadas por lei, boa parte das construções recém-lançadas no País ainda não seguem os padrões de portabilidade e livre acesso para portadores de necessidades especiais ou mobilidade reduzida. O grande desafio para arquitetos e urbanistas é não só conscientizar os construtores da importância de seguir os princípios da acessibilidade, mas também encontrar soluções viáveis para adaptar imóveis já concluídos fora dos padrões.

*Por Renata Marques

Casa de espelhos no meio do deserto nos EUA


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Casa de espelhos fica invisível no meio do deserto nos EUA

Nesta intervenção arquitetônica em uma cabana original da década de 1940, o jogo de luz e sombra faz a construção desaparecer no meio do deserto nos EUA. Na árida região de Joshua Tree, na Califórnia, um artista criou uma instalação que transforma, pela ilusão de ótica, uma antiga propriedade rural, deixando-a transparente. As mudanças da iluminação natural, integradas à aplicação de LEDs, fazem a paisagem refletida surgir colorida, em diferentes tons, com o passar do tempo, enchendo os olhos curiosos com belas composições em azul, vermelho, amarelo, laranja, roxo ou verde, que variam em um mesmo dia.

casa2Composta por espelhos, a Lucid Stead, como o projeto foi batizado, parece invisível e, assim, fornece uma experiência onírica, quase espiritual. Os vidros refletores adicionados à fachada, portas e janelas desenham linhas horizontais por toda a parede externa, dando a impressão que é possível enxergar através da estrutura.
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Ao decorrer do dia, a casa-cabana de 70 anos de idade, reformulada pelo artista Phillip K Smith III, funciona como a armadura da obra, reproduzindo o meio ambiente do entorno, parecendo mais uma miragem ou alucinação. Quando está atrás das montanhas, o sol impõe as alterações nos campos de cores geométricos, que de repente emergem até deixar a cabine como que pairando na escuridão isolada. A percepção de cada observador também segue estas transformações, realinhadas conforme as próprias prevalências sensoriais. Fica, para quem está perto, o sentimento evidente da solidão e um ritmo medido da natureza.

casa4“Lucid Stead busca aproveitar a tranquilidade e o ritmo de mudança do deserto. Quando você desacelera e se alinha com o deserto, o projeto começa a se desenvolver. Revela que se trata da luz e da sombra, reflete a luz, a luz projetada e as mudanças do ambiente”, descreve o autor.

Com o auxílio de equipamentos eletrônicos de programação e as lâmpadas LED, a luz projetada se revela também ao fim do dia, criando um movimento flutuante na noite do deserto. As quatro aberturas das janelas e a porta se transformam em retângulos nítidos de cor. Uma luz branca, que parte de dentro para fora, reforça as fendas entre o revestimento de espelho e o de madeira, deixando a casa envolta em tiras iluminadas.

casa5A cadência das mudanças de cor das aberturas faz questionar se elas estão realmente variando. De perto, o primeiro ponto de vista percebe azul, vermelho e amarelo. Mas mirando desde baixo e se deslocando três metros a outra região, é possível apreender novos tons, que se alteram em laranja, roxo e verde. Em última análise, este projeto deixa claro o movimento de efemeridade da natureza desértica, convidando a desacelerar e se abrir à tranquilidade para, apenas deste modo, conseguir ver e escutar de maneira diferente.

Por: Joana Gontijo – Lugar Certo