Arquitetura ‘de grife’ para atrair o consumidor de alta renda


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Arquitetura ‘de grife’ para atrair o consumidor de alta renda

Na língua inglesa, já existe até uma palavra para designá-los: starchitects. No Brasil, os arquitetos – celebridades ainda não somam um quórum numeroso mas começam a atrair a atenção de incorporadoras imobiliárias. São empresas que enxergam na assinatura de um profissional reconhecido internacionalmente um atrativo a mais para se diferenciar da concorrência na disputa por clientes de alta renda. Com atuação no Brasil desde 2008, quando foi convidado a participar do concurso para revitalização do Cais Guaiba, em Porto Alegre, o escritório do arquiteto espanhol Fermin Vazquez projeta um bairro sustentável de aproximadamente 350 hectares em Brasilia e três edifícios em São Paulo: um comercial e dois residenciais.

“Temos percebido cada vez mais incorporadores com alto sentido de responsabilidade e engajados em deixar um legado positivo, o que significa um trabalho bem feito do ponto de vista arquitetônico e urbanístico”, diz Vazquez, cujo portfólio de projetos inclui o da torre Agbar, arranha-céus de 142 metros de altura construído em Barcelona.
A opção por projetos menores, assinados por um nome de destaque na arquitetura internacional. foi a forma encontrada pela Huma Desenvolvimento Imobiliário de explorar um nicho de metrado de alta rentabilidade, fugindo da concorrência de empresas de maior porte. “Se eu fosse replicar o model° das grandes incorporadoras estaria em desvantagem”, justifica Rafael Rossi, diretor da Huma, que em conjunto com outras duas empresas prepara o lançamento em março do Forma Itaim.
O residencial de luxo com apartamentos compactos terá assinatura de Fermin Vazquez e preço por metro quadrado em torno de R$ 20 mil. “A vantagem de termos menos projetos é poder dedicar mais tempo e atenção a cada detalhe.
Embora seja um diferencial capaz de atrair a classe AAA, a assinatura de tini starchitect normalmente encarece o empreendimento. “A escolha de um arquiteto conceituado acarretará um custo adicional entre 30% e 50%. Mas esse valor superior será compensado com a valorização do imóvel, que tem seu preço de mercado eleva do graças à qualidade e notoriedade agregadas pela assinatura de um arquiteto renomado”, argumenta Raquel Correa, diretora de Marketing da incorporadora WISP.
Um dos destaques da companhia é o Mira, edifício com apenas 14 apartamentos na valorizada Rua Horácio Later, no Itaim Bibi. O projeto arquitetônico foi desenvolvido pelo escritório de Daniel Libeskind, arquiteto nascido na Polônia que tem em seu currículo projetos corno o Ground Zero, em Manhattan, e o Museu Judaico de Berlim.
A incorporadora paulista Idea! Zarvos também tem em carteira dois projetos do escritório b720 Fermin Vazquez Arquitetos – um empreendimento comercial na Vila Madalena ainda sem previsão de lançamento e outro residencial na Vila Ipojuca,

Fonte: Brasil Econômico, Rodrigo Carro

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