Idoso como atraente nicho econômico em dois segmentos


Idoso como atraente nicho econômico em dois segmentos

O envelhecimento no Brasil proporciona novos negócios que não são tão novos assim seria mais maquiado do que novos. Entrevistei Gerson Oliva Perpétuo, da empresa easyCare e Frederico Maia, da Serenitá residência para idosos.

Dois segmentos díspares que trata do mesmo tema, muito complexo, o idoso.

Gerson fez essa opção devido ter sido bom sogro. Ele cadastrou muitos cuidadores de idosos, que não era profissão e era exercida e em muita é confundida com o emprego doméstico, onde a empregada lava, passa, arruma e cuida da vovó ou do vovô. Agora as coisas mudaram, ainda não tem sindicato para papar a contribuição, porém tem Associação e muitas empresas que listam, educam e preparam para o mercado e, além disso, oferece o trabalho temporário muito bem remunerado.

Já o segmento de Frederico, é o velho asilo, que o secretário municipal de Negócios Urbanos, enquanto candidato a vereador por BH, Daniel Nepomuceno, afirmou que não há tendência mais para o setor público construir e custear asilos. A Lei de pensão, aposentadoria e a de que nenhum cidadão ou idoso pode sobreviver sem ao menos um salário faz com que o idoso seja cuidado em casa ou por instituições que não tem mais essa característica.

A realidade não é essa a Serenitá, por exemplo, não se compara com nenhuma instituição no sentido de receber o salário, aposentadoria ou pensão do idoso integral e cuidar dele. É uma casa, melhor dizendo, quase mansão na Pampulha, perto da lagoa, com várias dependências que abriga idosos sejam eles com mal de Parkinson, Alzheimer ou qualquer tipo de doença desde que controlável e que possa sobreviver em comunidade. São o que jocosamente chamam de asilos de luxo e não deixa de ser. Pense bem terminar sua velhice residindo em mansão na Pampulha, ascensão social, brincadeiras a parte, esse tipo de prestação de serviços precisa de alta qualidade que emprega médicos, nutricionista, enfermeiros entre outros.

No entanto, como ainda não se atingiu o paraíso nas relações terrenas. Tanto o serviço prestado da easyCare quanto da Serenitá ao idoso, pode ser jovem, médio ou bem idoso, não é dos mais baratos. A média de atendimento sairia entre R$ 3 mil reais por pessoa podendo atingir até mesmo R$ 6 mil reais mensais por idosos. Agora imagine o lucro dessas empresas onde em um quarto poderia abrigar de dois até três idosos, pois o regime é de comunidade.
E, o exército de mão de obra, o que pode faltar é idoso, existem depois que a Lei da Doméstica entrou em vigor verdadeiro exército de desempregados e mão de obra que se requalificou para melhor o status de trabalho e também o rendimento, ou seja, seria chamado de Cuidador de idoso, de criança e outros nomes, muito melhor da empregada doméstica que precisa dormir no emprego e acordar sempre as cinco da matina e dormir, às vezes a meia noite.

Gerson informou que a sua empresa é muito criteriosa tanto que no seu cadastro que pode chegar em breve a mais de quinhentos trabalhadores cuidadores; ele investiga até mesmo se a pessoa deve algo na praça, pendência com o Serasa e SPC, controle exercido por banqueiros e lojas de comercio sobre as pessoas. Ele justifica que não poderia colocar qualquer pessoa na casa de pessoa idosa, no seio da família.

No curto prazo, são negócios rendosos, mas em longo prazo se ambos não tiverem excelente marketing, não anúncio como o Jornal da Pampulha, que tem certo status de chegar à elite mineira, ou Super Notícias que atinge as massas. É muito mais sutil o trabalho que envolve toda uma ordem de uso de mídias, esse segmento tende ao fracasso. Como suas instituições de controle também vão à bancarrota. Por que isso?

Obviamente, as famílias que não se sentirem amparadas, estruturadas por este tipo de empresa e atendimento podem desenvolver seus próprios métodos, contratar seus funcionários e com a oferta de mão de obra abundante no mercado. O cuidador será substituído pelo enfermeiro até mesmo formado em nível superior e os asilos por comunidades, tipos hippies mesmo, ou comunidades que se tem pelo mundo, onde um procura ajudar ao outro. Não apenas pelo custo, mas pela oferta de mão de obra e envolvimento emocional e retorno tanto para o idoso quando para a família envolvida que não pode e nem quer ficar como bandida na história familiar ao colocar seu idoso querido que promoveu sempre a família nas mãos de instituições que visam lucro no final da ponta.

Nisso que entra o marketing que deve analisar, mas dentro dessas empresas, e treinar as famílias, apontar as soluções e nunca escondê-las, e junto como suporte seguir no caminho, que a pessoa precisa no momento. Simplesmente aparato médico e mansão, pessoa treinada a suportar todas as exigências do idoso e respondê-las, é facilmente substituível, e as empresas que pensarem assim estarão assinando seu epitáfio junto com outra realidade. O idoso segue para o final de seus derradeiros dias de vida terrena.

Marcelo dos Santos
Jornalista profissional

MTb 16.539 SP/SP

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