10 DICAS ÚTEIS PARA ESCOLHER CORTINAS


Estava procurando na internet algumas dicas para ajudar minha esposa na escolha de cortinas para a nossa casa e encontrei o blog da Natália Noleto muito bom e ajudou bastante por isso resolvi postar aqui no nosso blog o artigo a seguir:

Oi pessoal!! Recebi alguns emails sobre dúvidas de como escolher cortinas. As maiores perguntas foram sobre cortinas em quartos e salas. Como o mercado apresenta vários tipos de tecidos e diversas opções de cores, é realmente uma tarefa bem difícil para escolher e falar: é esta a cortina ideal!  Bom, mas antes da compra da cortina é preciso saber alguns truques. Espero ajudar vocês.

(fonte: arquivo pessoal)

O mercado é cruel! Olha quanto tecido lindo por ai!

Dica 1- Medir bem a largura e altura da janela. Eu sempre sugiro uma folga de tecido para a cortina ficar bem cheia e não faltar pano nas laterais. Exemplo: Se a janela tem a largura de 3 metros, pode deixar uma folga de 20 cm para cada lado. Peça sempre esta folga para as empresas que forem instalar as cortinas.

 

Dica 2- Utilizar o gesso como elemento para esconder o trilho da cortina. Sendo este um ítem pensado ainda em obra, mas garante um ótimo acabamento no ambiente. É o que nós arquitetos chamamos de Cortineiro. Que é um acabamento com largura e rebaixo do gesso de aproximadamente 15 cm, onde o trilho da cortina fica embutido. O cortineiro é bem vindo para muitos ambientes como quarto, sala, cozinha…

(fonte: arquivo pessoal)

 

Projeto Arquiteta Natalia Noleto

Acima, uma imagem de cortineiro onde o trilho está preso na laje e fica escondido pelo gesso.

 

Dica 3- Atenção para luminosidade das laterais das janelas. Caso a janela seja da mesma extensão do ambiente, às vezes fica difícil controlar a quantidade de luz nas laterais. Neste caso, uma barra em gesso pode atuar como uma proteção e bloquear a luz lateral do ambiente. Uma barra de 10 cm já soluciona o problema. Este problema também ocorre  às vezes em persianas tipo rolô, painel e romana.

(fonte: arquivo pessoal)

Projeto Arquiteta Natalia Noleto, uma solução simples e barata.

(fonte: arquivo pessoal)

Quarto de Criança, Casa Cor Brasília 2012.

Mesma solução da barra em gesso lateral. Aqui a arquiteta utilizou a barra de gesso como uma moldura para toda a janela, garantindo o fechamento da luminosidade do ambiente.

 

Dica 4 – Saber se sua janela tem muita incidência de luz, ou seja, se entra muito sol. Neste caso, será preciso pensar em um bloqueio solar, utilizando mais de uma camada  de tecido para obter um bom resultado. Normalmente, um forro grosso como o black-out é o ideal para compor a primeira camada. Hoje temos opções para black-out com tecidos mais elaborados e mais leves.  Eu sempre recomendo black-out para quartos,pois ajuda na qualidade do sono, deixando o ambiente mais escuro e fresco.

 

(fonte: arquivo pessoal)

Este é um black out com acabamento em tecido. O próprio black out já cria uma composição interessante

Dica 5 –  A segunda camada da cortina pode ser um tecido mais leve e decorativo, sendo aqui a melhor parte. Neste caso pode ser um tecido voil, renda, seda, palha, linho…Tudo vai depender dos elementos presentes no ambiente.

(fonte: arquivo pessoal)

Olha esse tecido que legal! Pode ficar muito interessante, até mesmo com um black out como primeira camada.

 

Dica 6- Utilizar Varões como acabamento. Uma das sustentações mais práticas e fáceis, pois o varão é fixado direto na parede e pode ser encontrado em diversos acabamento como: cromado, madeira e pintado com tintas. Neste caso, para obter o tamanho certo do varão tire a medida da janela e deixe uma folga de aproximadamente 20 cm de cada lado. Assim, o tecido da cortina não fica muito justo e facilita o fechamento.

(fonte: arquivo pessoal)

 

Dica 8-  Cortinas para salas os tecidos podem ser mais leves e transparentes como microfibra, voil, seda, renda, cambraia.. E também modelos como rolô, romana e painel são ótimas opções para deixar a sala mais moderna.

Painel de madeira + Cortina. Sala de Débora Aguiar.

Dica 9-  Cortinas para sala de home theater  devem ser mais pesadas e escuras, para controlar a luminosidade, como as sarjas, crepes e veludos. E persianas motorizadas para salas mais modernas e que possa ter um maior investimento financeiro.

Home theater com janelas que possuem fechamento todo em cortinas com trilho embutido no cortineiro. Projeto Débora Aguiar.

 

 

Dica 10- Cores, composição e texturas. Este talvez seja o ítem mais difícil pois requer bom gosto e criatividade. Cores mais neutras são mais atemporais, e não enjoando tanto. As texturas e cores vivas são opções mais ousadas e podem dar um charme a mais no espaço.  Na verdade, não existe uma regra específica e por isso recomendo uma orientação de um arquiteto ou profissional de interiores para quem não tiver muita certeza. E para isto também estou aqui.

(fonte: arquivo pessoal)

Do blog http://www.natalianoleto.com.br

 

Jardins de Monet – Eles existem


Os jardins retratados nas obras do pintor Claude Monet são reais e, acredite, ficam no “quintal” da casa dele, em Giverny, França.

Texto Ricardo Fernandes. Fotos Fernando Grilli

Apaixonado pela natureza, o pintor impressionista francês Claude Monet (1840-1926) iniciou o seu próprio jardim logo que se mudou de Paris para Giverny, em 1883. Ele alugou uma casa num grande terreno, de 8.100 m², em que poderia criar suas oito crianças, ficando perto de uma boa escola infantil e de Paris, onde eram negociadas as suas obras. A pequena Giverny, um vilarejo bucólico, na época com 300 habitantes e a cerca de 70 km da capital francesa, impressionou e muito Monet. A natureza, as flores e a luz brincavam de revelar e esconder as cores e os aromas, fascinando o artista e criando o início de uma relação de cumplicidade, emoção e arte. Arte ao ar livre.

Com o sucesso de suas vendas, em 1890, Monet comprou o terreno e foi lentamente adquirindo algumas terras à volta de sua propriedade, criando um paraíso natural com a ajuda de uma equipe de dez jardineiros e três motoristas. O artista plantou inúmeras espécies de flores, plantas ornamentais e árvores frutíferas. Criou espontaneamente dois jardins – Jardim d’Água e Jardim da Normandia – e deixou que a natureza se encarregasse de ditar a beleza e a estética visual do lugar.

Fernando Grilli

Esta é a famosa ponte japonesa, retratada por Monet em 45 obras. Os barcos eram utilizados como apoio na manutenção e limpeza das águas. O artista sempre utilizou o lago como espelho e jogo de reflexões em suas criações e representações de cores, luzes e sombras
Fernando Grilli

Claude Monet descansa em seu Jardim d’Água

No final de sua vida, o artista havia plantado mais de 1.800 espécies de flores e plantas, que conviviam em harmonia singular. Raros bambus japoneses, macieiras, azaleias, framboesas, íris, tulipas, rosas, limoeiros, rosas chinesas, miosótis, dálias, girassóis e hortênsias – para citar algumas – em suas cores variadas e cada qual com floração em data específica e planejada, faziam com que o jardim se mantivesse belo e colorido durante todos os dias do ano.

“Quando estava fora de casa, Monet sentia falta de sua companheira (Camille Doncieux), de suas crianças, de seus ateliês, de seus dois jardins e principalmente de suas flores. Ele tomava sempre um banho gelado matinal e um café reforçado na companhia de um de seus filhos, antes de começar o seu dia de trabalho. Em seguida, abria a porta da cozinha e saía para trabalhar em seus jardins, onde tudo respirava e tinha vida e onde o tempo parava”, diz Claire Joyes, esposa do bisneto de Claude Monet e escritora das principais biografias do artista.

Fernando Grillicom um festival de cores, logo na

entrada, vê-se o canteiro de miosótis. À frente, vasto canteiro
de tulipas nos tons pink e salmão. A trepadeira falsa-vinha
cobre as paredes dianteiras. Essa espécie produz flores
pequeninas na primavera e se torna bordô no outono. As
paredes de cor salmão, idêntica à das tulipas, acompanham a
sinfonia verde do local

Gilbert Vahé, chefe do jardim deMonet desde a sua restauração, em 1977, conta que o pintor “sempre se sentiu um paisagista e gostava de apresentar-se como tal”. Vahé explica melhor: “Ele aproveitava cada momento, cada diferença, cada contraste de luz, cores e florações para retratar perfeitamente os seus jardins em suas obras”.

Somente do Jardim d’Água, Monet pintou mais de 272 obras catalogadas, durante 20 anos de trabalho. A sua ponte japonesa foi retratada 45 vezes, com diversas luzes e cenários naturais. Amante das cores do mar e das águas, o artista dizia que cada momento correspondia a uma relação da natureza com a luz, com as sombras e com os reflexos das plantas nas águas. Naqueles jardins nunca houve espaço para monotonia.

“Mesmo sendo os jardins as principais áreas de sua moradia, Monet adorava a cozinha e a sala de jantar, onde recebia seus amigos, mantendo-os sempre por perto”, explica Claire Joyes. Clemanceau, Mebeau, Cézane, Rodin, Truffaut e diversos outros nomes das artes e da política eram alguns dos frequentadores assíduos da residência, onde o artista preparava, em sua grande e moderna cozinha azul, pratos da culinária inglesa, que tanto amava. Após as refeições, faziam passeio pelos jardins, que davam aos visitantes a sensação de estarem penetrando dentro das obras de Monet e, mais ainda, dentro da intimidade do artista com a natureza. O pintor muito discutia com seu amigo Georges Truffaut, o famoso paisagista francês, a estrutura dos jardins. Apesar de sempre dizer que não tinha espécies de sua preferência, consideram-se os lírios-d’água, as íris e as herbácias as suas preferidas, por serem as mais vistas em suas obras.

Hoje em dia, o jardim-patrimônio deixado por Monet, preservado como na época do mestre, pode ser contemplado em Giverny, na França. Ele nos faz entender a relação do artista com as suas obras e pensar na emoção de nossa própria relação como verde, impondo-nos a necessidade de uma constante preservação da maior obra de arte doada à humanidade, a natureza.

Fernando Grilli

Acima, as ninfeias, ainda sem flor, espalham-se pelo lago. Ao fundo, a casa do pintor, cercada de um mundo de espécies catalogadas, mais de 1.800. As plantas enchem de cores e aromas o imenso jardim

Fernando Grilli

Amor-perfeito ou violeta-borboleta, espécie que faz parte do grupo de flores medicinais. Monet a plantava no Jardim da Normandia, em diversas cores. Aprecia o frio e floresce na primavera e no inverno
Clique nas fotos abaixo para ampliar:

15 moradas que brindam o olhar com vistas espetaculares


Conheça 15 moradas que brindam o olhar com vistas espetaculares

A visão desimpedida para diferentes paisagens é o grande trunfo destes projetos espalhados pelo mundo

Casas incríveis tem elementos muitas vezes inimagináveis para a maioria das pessoas. Mas o que, geralmente, chama mais atenção quando se entra em uma construção daquelas, de tirar o fôlego? Uma boa parcela das respostas certamente será a vista. Aquele horizonte infinito pela janela, que logo de cara brinda quem adentra a morada com a beleza liberta da paisagem, faz querer voar, esquecer de tudo, deixa correr o pensamento apenas pedindo para ser apreciado. O mar, um rio, um lago, as montanhas, a floresta, o jardim, um imenso deserto, ou mesmo o panorama de uma cidade em ebulição. Afinal, quando a arquitetura se abre ao exterior, conseguindo alcançá-lo e entendê-lo, a experiência do habitar chega a outros patamares. O Lugar Certo selecionou 15 projetos que têm como protagonista, em toda sua plenitude, a vista. Inspire-se!

 (Michelangelo Lacomba/Divulgação)

1. Todos os pormenores desta casa de praia na Espanha foram orientados por uma paisagem deslumbrante, que se abre a partir do imóvel de onde quer que se olhe. A imponente beleza do Mar Mediterrâneo, em sua infinidade azul, adentra a construção e se expande no horizonte. Com projeto do arquiteto Michelangelo Lacomba, a casa está localizada na ilha de Formentor, em um terreno rochoso do vilarejo na região de Maiorca. Todos os componentes arquitetônicos e decorativos cedem aos caprichos da localização e da vista impressionante.

Veja as fotos desta casa em Maiorca

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 (Moscow Sotheby/Divulgação)

2. Na frente, apenas o mar, ali bem pertinho. Em um deck aconchegante, aberto para o infinito azul, amigos e família desfrutam um encontro descontraído. De dentro do quarto, as amplas portas de vidro permitem a visão estonteante da natureza ao redor, que parece invadir a casa. O cotidiano desta esplêndida residência, também no litoral da Espanha, conta com estes e outros pequenos luxos. Situada entre as rochas de Costa Brava, destacando a imponência do Mar Mediterrâneo, a mansão chama a atenção não só pela paisagem, mas também pela arquitetura de linhas retas, concatenada com as comodidades da vida moderna.

Confira imagens da casa na Costa Brava

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 (Marcos García/Divulgação)

3. Uma construção que se debruça à beira do mar, sobre um penhasco. A paisagem imponente da natureza ao redor por si só já justificaria o projeto. Mas a Casa Almare, aberta para a Bahía de Banderas, uma das atrações de um famoso destino turístico no litoral mexicano voltado para o oceano Pacífico, procura um esmero que transpõe a simples conexão do imóvel com seu entorno. Localizada em Puerto Vallarta, com projeto de 2009 assinado pelo arquiteto Elíaz Rizo, a mansão não deixa de lado as grandes janelas que proporcionam belas vistas, além de pátios abertos que seguem o contorno do terreno em desnível e do generoso terraço no exterior com a sedutora piscina em tom verde-água.

Acesse a galeria da Casa Almare

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 (Durbach Block Jaggers/Divulgação)


4.
 Situada na beira de um penhasco de 70 metros de altura, esta casa em Dover Heights, perto de Sydney, na Austrália, proporciona uma visão estonteante da natureza ao redor. No litoral, aberta para a infinitude do mar azul, a construção lembra uma grande caixa em forma de paralelepípedo, mas também prima por desenhos curvilíneos. Com projeto do escritório de arquitetura Durbach Block Jaggers, a Holman House, como foi batizada, busca inspiração em um conceito que vem da arte: uma pintura de Picasso.

Veja mais fotos da Holman House

O privilégio de estar instalada sobre a pedra faz com que a morada se torne um verdadeiro mirante e fique perfeitamente em sintonia com a paisagem natural que, por si só, convida a momentos de puro deleite. A obra O Banhista, do artista espanhol, ganha uma referência a partir das quatro estacas inclinadas que fazem a sustentação do imóvel, de acordo com os autores. Em dois andares, nasce uma série complexa de espaços interiores que valoriza a fluidez em sua configuração, em que um design sinuoso em arcos, dobras e extensões respondem ao sol, à paisagem e à vista.

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 (Bharath Ramamrutham/Divulgação/Khosla Associates)

5. Esta casa na costa da Índia parece ter saído de um cenário de cinema. Localizada em Chowara, uma vila de pescadores em Kerala, no sul indiano, ela agrega um conjunto de características, tanto em relação à arquitetura, quanto na proposta de decoração, que a fazem uma construção majestosa, de beleza peculiar. A obra foi especialmente planejada para chegar até a natureza, vislumbrá-la e experimentá-la. Com projeto do escritório de arquitetura Khosla Associates, a suntuosidade da morada começa logo a partir de sua base colocada no alto de um penhasco de 60 m de altura que, por si só, já a faz alcançar uma visão mravilhosa para o horizonte que a margeia, adornado pelo Mar da Arábia. Em questões construtivas, o tom imponente continua com a integração de espaços generosos, uma grande cobertura em formato diagonal e a piscina de borda infinita. A prioridade máxima da Cliff House, em termos projetuais, sempre foi abrir o panorama para o mar em todos os ambientes. A casa recebe em abundância o ar, o céu e a visão das águas, sem nenhum tipo de barreira.

Confira imagens da Cliff House

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 (© Jeff Goldberg/ESTO)

6. Nos Estados Unidos, esta morada nasceu para reverenciar a natureza. Ela permite tirar proveito total da paisagem ao redor, uma região de exuberância singular, sem interferir em quase nada no meio ambiente, criando uma inserção consonante à atmosfera do Arizona. Instalada em uma área conhecida como Deserto de Sonora, a construção lança mão de um conjunto de convicções arquitetônicas diferenciadas, valorizando a conservação de um ecossistema valioso, de encantos múltiplos e quase nunca encontrados, levando a patamares elevados o diálogo com o entorno. O projeto é de autoria do escritório DUST Architects.

Clique na galeria desta casa no Arizona

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 (Géraldine Bruneel/Divulgação)

7. Erguida em um terreno de 3,1 mil m², com área construída total de 506 m², esta casa de praia em Jbeil, na costa norte do Líbano, foi planejada para abrigar uma família de cinco pessoas e três hóspedes. O meio ambiente do entorno teve suas características conservadas e valorizadas, e é totalmente conectado à morada, batizada de Casa de Praia Fidar. O pavimento mais alto é configurado como uma plataforma, proporcionando uma bela vista para o litoral. Nesta parte da casa, a borda do deck é minimizada, o mesmo que acontece com a tira ao lado, liberando a visão para a natureza. Os terrações suspensos e reduzidos formam um conjunto de condições que dão ritmo e fluidez no deck ao ar livre. Aberturas em janelas envidraçadas estendem a integração com o exterior, e uma piscina com borda infinita se perde no horizonte na área de lazer.O projeto é de autoria dos profissionais do escritório Raed Abillama Architects.

Veja fotos da Casa de Praia Fidar

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 (Studio MWA/Divulgação)


8.
 A casa de férias Porotu Bach, na Nova Zelândia, foi planejada para interferir minimamente no meio, uma região de rica beleza natural. Na costa da baía de Many Coves, em Marlborough Sounds, existia no local um chalé antigo integrando dois lotes particulares que totalizam 4611 m², instalado a aproximadamente 10 metros acima do nível do mar, na área mais baixa do acidentado terreno. Com a remoção total do chalé, surgiu a casa de único pavimento, três quartos, um fechamento simples em madeira, telhado em tom metálico, que se incrusta perfeitamente entre a mata nativa e o mar.

Confira as fotos da Porotu Bach
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 (Diego Opazo/Fran Silvestre Arquitectos/Divulgação)

9. Uma casa que paira no ar, acima das águas, como uma nave espacial que aterrissou na Terra, chegando de algum lugar do universo. Com esta característica, este projeto em Calpe, na costa leste Espanha, poderia ser comparado às obras de Oscar Niemeyer. As curvas tão comuns nos traços do arquiteto aqui não se aplicam, mas o imóvel também carrega a integração com as formas orgânicas do meio ambiente circundante, em contraste com as linhas retas e o branco da construção. Com concepção do escritório Fran Silvestre Arquitectos, a casa se abre para a paisagem exuberante do Mar Mediterrâneo, equilibrando-se à beira de um penhasco. Instalada sobre a colina, a estrutura deveria seguir seu contorno natural, e ali não estaria se isso não acontecesse, mas a diferença está exatamente no aspecto que faz o imóvel parecer flutuar.

Confira a galeria da casa no penhasco

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 (Vertice Architects/Divulgação)

10. O desejo do morador desta casa de veraneio no Peru era de que a visão para o mar pudesse ser apreciada em praticamente todos os ambientes, sendo estes divididos entre a área social como a grande protagonista do projeto e, nos espaços privados, privilegiando conceitos como independência e tranquilidade. Construída em um terreno desafiador e irregular na praia Palillos, no sul de Lima, a Casa Palillos E3 (nome referente ao lote onde está instalada) foi planejada em um conjunto de volumes que se abrem para a paisagem imponente do litoral.

Clique e veja imagens desta casa no Peru

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 (One57/Divulgação)

11. No coração de Nova York, o condomínio One 57 é uma torre de 90 andares, no número 157 da West 57th Street, do outro lado do Carnegie Hall, com vistas espetaculares para o Central Park. Perto de ser inaugurado, o empreendimento já é um sucesso de vendas. O One 57 será uma das mais altas torres mistas de Manhattan, onde os moradores desfrutarão de exclusivos serviços cinco estrelas. O premiado arquiteto francês Christian De Portzamparc é o responsável pelo projeto e Thomas Juul-Hansen assina os interiores. Nos últimos pavimentos, as coberturas (algumas avaliadas em cerca de US$ 100 milhões) tem como ponto alto a visão desimpedida da cidade, que adentra a habitação pelos generosos panos de vidro e permite apreciar a Big Apple de cima de uma forma privilegiada.

Veja a galeria de torres de luxo em Nova York

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 (56 Leonard/Divulgação)

12. O renomado escritório de arquitetura Herzog & de Meuron, criador de marcos arquitetônicos como o estádio “Ninho de Pássaro” de Pequim e o museu Tate Modem de Londres, redefiniu os padrões para arranha-céus residenciais nos EUA com o 56 Leonard, também em Nova York. Como uma expressão vertical em vidro, com seus apartamentos únicos, a torre de luxo leva o morador a imergir no cenário da cidade e oferece vistas panorâmicas de Manhattan, que alcançam o Oceano Atlântico. O prédio de 60 andares, com 253 metros de altura, na esquina da Church Street com a Leonard Street no Distrito Histórico de Tribeca, conta com 145 apartamentos, cada um com sua planta própria e única, e varanda privada ao ar livre.

Veja a galeria de torres de luxo em Nova York

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 (Antonio Zaninovic/Reprodução)

13. Em volta, apenas a quietude da mata. Nenhum incômodo com sons do trânsito, de obras ou outros barulhos urbanos. A floresta ao redor emana um confortável silêncio, quebrado apenas pelo sussurrar do vento ou de algum pássaro cantante. A casa de janelas e portas de vidro, de baixo até em cima, em todos os ambientes de convivência, deixa entrar muita luz natural durante o dia, e ganha ainda mais graça à noite com uma iluminação cênica bem planejada e eficiente. Do lado de fora, surge uma grande piscina de águas esverdeadas, instalada no deque que se abre para a paisagem. Com estes e outros atrativos, uma residência em Bridle Road, na Cidade do Cabo, África do Sul, é um refúgio de paz e tranquilidade, fazendo um convite ao puro deleite.

Confira as fotos desta morada na África do Sul

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 (Stefan Antoni/Divulgação)

14. Esta bela mansão à beira do Lago de Genebra, na Suíça, tem a pretensão de ser a morada mais tranquila do mundo. Com grandes janelas que levam a luz e o exterior para os ambientes internos, salas generosas, piscina e spa, ela conta com toda estrutura voltada para o bem-estar e relaxamento, além de uma sala que se abre em uma visão inigualável para o lago.

Veja as fotos da mansão na Suíça

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 (SAOTA/Divulgação)

15. A residência St Leon, na África do Sul, assinada pelo escritório de arquitetura SAOTA e pelo escritório de decoração de interiores Antoni Associates, fica instalada em um local paradisíaco. A mansão está de frente para o mar e as montanhas da Cidade do Cabo. O terreno tem vista para as Montanhas 12 Apóstolos, as Praias Clifton e a Ilha Robben. O projeto valorizou esta localização privilegiada e criou espaços com panoramas únicos, como a área da jacuzzi na parte externa e o pátio da piscina.

Confira a galeria

A piscina é um ponto alto também dentro da casa, já que a parede de vidro reforçado traz o relaxamento da água para o interior. Todos os quartos abrem a paisagem para o mar. Entre os cômodos, estão uma adega, sala de ginástica e o complexo de lazer da piscina. Uma escada escultural integra os ambientes internos desta casa fabulosa.

 (SAOTA/Divulgação)

Por: Joana Gontijo – Lugar Certo

Capitonê ganha cada vez mais espaço no mobiliário moderno


Consagrado no design, capitonê ganha cada vez mais espaço no mobiliário moderno.

Técnica surgiu na Inglaterra por volta de 1840 e ainda hoje é sinônimo de luxo na decoração.

capitone

O papel de parede 3D é uma das novidades no mercado e agrega valor aos ambientes,como mostram nesta proposta Ana Claudia e Ana Paula Nonato

Ao longo de séculos ele carrega a tradição. De origem inglesa, o capitonê valoriza o trabalho manual da terra da Rainha. Figuras geométricas, geralmente losangos ou quadrados, formados por linhas costuradas presas à estrutura do móvel por botões em seus pontos de interseção, produzindo uma superfície ondulada, a técnica foi consagrada pelo design. Com ar vintage e retrô, mas perfeita para ambientes modernos, sua escolha significa agregar valor a qualquer espaço ou objeto. “É clássico, mas causa impacto. E sempre dá um toque de luxo”, ressalta a arquiteta Laura Santos, que, ao lado de Fabiana Visacro, criou um pufe sob medida em veludo vermelho para uma sala. Peça que, num espaço clean, se destaca e vira o foco.

Técnica de confecção usada no estofado do século 19 e que cada vez mais ganha espaço no mobiliário contemporâneo, o capitonê é indicado para quem pretende investir numa decoração descolada e prática. Elegante, o estilo teve o auge nas décadas de 1950 e 1960, mas se tornou um clássico e nunca sai de moda. É atemporal. Além de espaço nos móveis (sofás, poltronas, cadeiras, cabeceiras de cama, pufes), ele tem invadido as paredes. A última novidade é o papel de parede 3D.

 

Sinônimo de elegância, o capitonê é bem bacana por causa do efeito dado pelos botões e franzidos. No papel de parede cria um jogo de luz e sombra que torna o ambiente aconchegante. Como chama a atenção, aqui vale a regra básica da decoração, ou seja, sem exageros. Para quem não quer arriscar mudança radical na parede, a dica, além de imagens na internet, é ficar de olho no apartamento da personagem Patrícia, vivida pela atriz Maria Casadevall na novela Amor à vida. Numa das portas da casa há essa textura.

O capitonê aparece ainda aplicados em painéis de tecidos. “O capitonê legal é o real. A imitação, a fabricação em série, é terrível porque perde a originalidade. Recomendo num painel de tecido revestido de espuma e em peças de tecidos nobres como veludo, camurça e seda (nesse caso, em peças mais decorativas, sem o uso pesado do dia a dia).” Fica bonito ainda em couros e vinílicos.

Apesar de tradicional, o sofá ganha ares modernos com cores vibrantes no projeto de Tatiana Pradal (Jomar Bragança/Divulgação)
Apesar de tradicional, o sofá ganha ares modernos com cores vibrantes no projeto de Tatiana Pradal

Para não errar, Laura lembra que “a essência é ter o capitonê em tecidos nobres, já que essa é a sua proposta, o seu conceito. Agregar valor. É possível também fazer releituras unindo o clássico e o moderno, com sofás e chaises em capitonê estampados e em cores fortes, como roxo”.

COMERCIAL 

Mesas de pé de cama em capitonê fogem do convencional e são refinadas. Produto da Lider Interiores (Lider Interiores/Divulgação)
Mesas de pé de cama em capitonê fogem do convencional e são refinadas. Produto da Lider Interiores

Tendência na decoração no mundo inteiro, as peças com aplicações de capitonê ou botonê (outro estilo, técnica parecida) fogem do convencional e são refinados. Rafael Cândido, designer de interior, da Lider Interiores, reforça que o capitonê se tornou moderno ao misturar o estilo clássico e contemporâneo. “A peça em capitonê é bonita, transmite uma sensação de conforto e é um luxo. A modernidade fica por conta de cores fortes e vibrantes. Encaixa em qualquer ambiente e é para todo perfil. O importante é saber dosar. Como causa impacto, não dá para espalhá-lo no sofá, na parede, na cabeceira da cama. Vai ficar over.”

Rafael lembra que o capitonê também é usado em ambientes comerciais, principalmente nas áreas vips e camarotes de casas noturnas, justamente para dar o ar de sofisticação. Aliás, a técnica caiu tanto no gosto das pessoas que, desde 2000, além dos móveis, ela tem invadido a moda em versões coloridas seja em acabamentos de roupas ou em acessórios, como nas bolsas do designer mineiro Rogério Lima que investiu nesse trabalho.

Capitonê x botonê

Vale saber a diferença entre essas técnicas de estofamento tão parecidas. A capitonê leva espuma e é revestida em tecido ou couro com o afundamento de alguns pontos e cobre toda a superfície da peça. O acolchoado é dividido por pontos feitos com cordões ou fios grossos, que formam saliências quadradas ou retangulares. O formato depende da distância em que são inseridos os cordões e, consequentemente, formados os afundamentos. As depressões podem ser profundas ou superficiais. Pode ou não receber botões. Já o botonê é mais simples. Os botões são apenas fixados sobre o revestimento em tecido ou couro e o afundamento é mais superficial. Ele também não precisa aparecer em toda a superfície e pode ser apenas um detalhe no centro.

Capitonê também pode aparecer com requinte na cabeceira da cama, como no quarto assinado por Mila Saraiva (Jomar Bragança/Divulgação)
Capitonê também pode aparecer com requinte na cabeceira da cama, como no quarto assinado por Mila Saraiva

Móveis com assinatura

O primeiro grande designer a criar um móvel de capitonê foi Phillip Stanhope, o Conde de Chesterfield, que imortalizou a técnica, com o sofá Chesterfield, um dos ícones do design. Imponente, o móvel é típico da era Vitoriana (1837-1901). Outra peça das mais famosas é a poltrona Barcelona, de 1929, lançada no Salão Móvel de Milão, e desenvolvida pelo arquiteto modernista Mies van der Rohe. O que ressalta a força do estilo. Há produtos bacanas também de profissionais do peso de Jaime Hayon e Philippe Starck.

Por: Lilian Monteiro – Estado de Minas

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