O Céu e o Inferno…


Dizem que Deus convidou um homem para conhecer o céu e o inferno. Foram a primeiro ao inferno. Ao abrirem a porta viram uma sala cujo centro havia um caldeirão de sopa e à sua volta estavam sentadas pessoas famintas e desesperadas. Cada uma delas segurava uma colher de cabo comprido, que lhes permitia alcançar o caldeirão, mas não a própria boca. O sofrimento era grande. Em seguida Deus levou o homem para conhecer o céu. Entraram em uma sala idêntica à primeira: havia o mesmo caldeirão, as pessoas em volta, as colheres de cabo comprido. A diferença é que todos estavam saciados.
–    Eu não compreendo- disse o homem a Deus- por que aqui as pessoas estão tão felizes enquanto  na outra sala morreram de aflição, se é tudo igual?
Deus sorriu e respondeu:
–    Você não percebeu? É porque aqui eles aprenderam a dar comida uns aos outros.

Destaque da Semana..


Destaque da Semana

Quem não se preocupa com o futuro? E, de maneira geral, quem não associa futuro garantido a uma boa profissão que lhe garanta sucesso e dinheiro? O bacurizinho mal nasceu e os pais pensam: tomara que goste de bola. Quem sabe vai ser jogador de futebol? Cresce mais um pouco, constata-se que a bola não é o seu forte e aí, então, vem a segunda opção: quem sabe entra pra política?

Não há como ser um homem de bem sem o trabalho. Mas trabalhar, cá prá nós, dá muito trabalho. Imagine “ralar” de segunda a sábado para garantir uma merreca no fim do mês e ainda ter que aguentar o mau humor do chefe! Não, melhor não ter patrão. Mas ser empresário custa caro: paga-se muito imposto. Investe-se muito e o governo lá, ó, posando de sócio majoritário. Não, também dá muito trabalho e é injusto, bem injusto.

Assim voltamos às duas opções que aparentemente dão status e dinheiro garantido: político ou jogador de futebol. Para ser político, salvo raríssimas exceções, há dois caminhos mais curtos: faz-se alguma coisa que o torne conhecido, uma celebridade que, de preferência, conquiste a simpatia coletiva. A partir daí basta ser convidado a se filiar a um partido que vai tirar partido de sua visibilidade e investir em sua campanha, transformando-o num “puxa-votos”, tipo assim, um Tiririca. Pronto. O eleitor, seduzido, dá o golpe final e fatal: vota na cara conhecida sem conhecer a fundo, o cara da cara. Dá pra entender?

O outro caminho é o do apadrinhamento político. De novo vem o eleitor e faz a sua parte: vota no amigo do amigo de um deputado que é conhecido do filho da vizinha de sua madrinha que prometeu, quem sabe, uma vaga, um emprego, uma meia bolsa… E lá vem mais um eleito meia-boca… carreira garantida, a máquina pública e a alienação do cidadão a seu favor.

Já o jogador de futebol, pra se destacar, tem que ter talento, (como se outras profissões não exigissem também talentos inerentes a cada caso). Mas nesse mundo maluco, um marmanjo que sabe brincar de bola tem seu talento reverenciado a peso de ouro e é cercado de mimos e cuidados: filé mignon, hotel cinco estrelas, viagem só de avião. E tome fisioterapeuta, nutricionista, médico, assessor de imprensa, empresário, tietes, e um psicólogo pra tentar ajudar a segurar a onda da fama e da fortuna, além do técnico, é claro. Por falar em técnico, muitos deles também se transformam em “prima donas”, com direito a salários e mordomias impensáveis para os mortais comuns.

Certo tipo de político, técnicos e jogadores de futebol são, no Brasil, uma casta a parte – intocável. E aqui, vale lembrar o curioso caso que aconteceu no Galo. É, o Clube Atlético Mineiro, que nesse Campeonato Brasileiro vive, mais uma vez, a angústia que faz lembrar a fatídica temporada de 2005, quando o time foi rebaixado à Série B. O time, não, o clube e sua torcida apaixonada.

O galo começou 2010 cheio de grandes projetos. O melhor técnico e jogadores número 1 no ranking da fama. Mas o rendimento da equipe comandada por Vanderlei Luxemburgo, no primeiro turno da competição, foi somente um pouco superior ao de cinco anos atrás. Com a luz vermelha piscando, uma equipe sem reação, quase no fundo do poço, Luxemburgo foi, finalmente, demitido e Dorival Júnior contratado para livrar o Clube do rebaixamento. E parece que vai conseguir! Com a chegada do Dorival, o amontoado de jogadores voltou a ter cara de time, conquistando vitórias que nos permite sonhar um pouquinho mais alto.

Mas e o Luxemburgo, heim? Foi embora com a sua troupe, deixou para trás um prejuízo danado e ainda recebeu uma grana por conta de multa rescisória prevista em contrato. Que relação de trabalho é essa? O homem conseguiu a pior campanha de todos os tempos, perdeu partidas de todas as formas vergonhosas que se possa imaginar, teve a defesa mais vazada e até confessou que não treinava os jogadores durante a semana – essa era uma função de seus assistentes, ele só formava o ‘time’ na sexta-feira. Nem mesmo conhecia o plantel: prova disso é que fez o Galo contratar uma penca de goleiros, ignorando o talentoso e jovem Renan, que brilhou nesta semana pela Sulamericana, nas altitudes de Bogotá, garantindo, com suas defesas, a classificação do Atlético.
Não era caso de demissão por justa causa? Mas Luxa continua lá, posando de prima dona, agora no Flamengo. Técnicos, jogadores, políticos… um belo time: o time do ‘Que Se Dane Futebol Clube’…

Texto da Selma Sueli..

Eu Aprendi…William Shakespeare


Eu aprendi…
…que ignorar os fatos não os altera;

Eu aprendi…
…que quando você planeja se nivelar com alguém, apenas esta permitindo que essa pessoa continue a magoar você;

Eu aprendi…
…que o AMOR, e não o TEMPO, é que cura todas as feridas;

Eu aprendi…
…que ninguém é perfeito até que você se apaixone por essa pessoa;

Eu aprendi…
…que a vida é dura, mas eu sou mais ainda;

Eu aprendi…
…que as oportunidades nunca são perdidas; alguém vai aproveitar as que você perdeu.

Eu aprendi…
…que quando o ancoradouro se torna amargo a felicidade vai aportar em outro lugar;

Eu aprendi…
…que não posso escolher como me sinto, mas posso escolher o que fazer a respeito;

Eu aprendi…
…que todos querem viver no topo da montanha, mas toda felicidade e crescimento ocorre quando você esta escalando-a;

Eu aprendi…
…que quanto menos tempo tenho, mais coisas consigo fazer.

Filosofia do MIX


“Se você tem uma maça e eu tenho uma maçã e trocarmos estas maçãs,
então eu e você teremos ainda apenas uma maça.
Mas se eu tenho uma idéia e você tem uma idéia, e trocarmos nossas idéias,
então cada um de nós terá duas idéias.”

Em eleições nas redes sociais é preciso mostrar a car



FRANÇA: estudantes durante a manifestação contra as reformas da previdência, em Paris (AP Photo)

 

Em eleições nas redes sociais é preciso mostrar a cara

Já era esperado que nessas eleições as redes sociais tivessem um papel importante, muito embora quem faça parte de alguma comunidade virtual já percebeu que o marketing dos partidos aqui no Brasil não funcionou como nos EUA, com Obama. O pessoal já sabe também que perfil falso não funciona. Não importa se você é popular ou não, o melhor é ser você mesmo e interagir com pessoas que te conhecem a ter um monte de “amigos” e virar mais um spam na multidão.
Não tem jeito, quem tem acesso à internet nessas eleições precisa saber o que fazer com seu voto. Mesmo sem ler sites e sem participar de comunidades virtuais, com certeza todos que tem conta de e-mail já devem ter recebido mensagens relacionadas aos dois grandes personagens dessas eleições, a “bruxa” e o “vampiro”. A grande novidade, no entanto, é o que essas mensagens são capazes de despertar nas pessoas.

Kombi virtual
Na minha Kombi virtual, tem gente que reage de todo jeito. Aqueles que não dão bola para o inimigo e os que postam baixarias e piadas de mau gosto para denegrir determinado candidato. Tem gente que fica em cima do muro junto com Marina Silva (PV), ou é Plínio e diz que vai anular o voto. Tem gente que se revolta com a sacanagem e grita em caixa alta. Tem gente que tem medo de sair do armário e perder o emprego (como aconteceu com a psicanalista). E, finalmente, tem os que fazem o tipo blasé que ameaçam: “a partir de hoje vou dar um hide em quem postar comentários dessas eleições, quero ficar longe, parece que estamos na idade média!”.
Estamos na idade média? Jura? E o que esperar de uma sociedade que queima índio e espanca trabalhadora doméstica por achar que é prostituta? O que esperar de gente que se reúne em frente a um Fórum para linchar em praça pública um casal acusado de assassinato? E o quase estupro coletivo dentro de uma faculdade por causa de uma minissaia? Já vi posts na minha rede onde o elemento bípede diz que não paga 10% aos garçons que votam na adversária. Olhem bem como somos evoluídos! Nossos valores ainda são os mesmos daquela época e se omitir nessa hora significa concordar com toda essa modernidade. Queremos a pena de morte, queremos a justiça com as próprias mãos. Queremos matar o vizinho de infância por não ter a mesma opinião que a nossa.
O mais interessante é que nós, jovens internautas brasileiros, de repente, ficamos politizados. Nós, que nem sabemos direito o que o governo anterior fez ou deixou de fazer, agora enviamos mensagens do tipo “diga não à corrupção” com a foto da “bruxa”. Mas o lado bom de participar de uma eleição com internet é que agora podemos pesquisar rapidamente, coisa que antes tínhamos que estar com a lição de casa em dia ou nos restava acreditar na conversa da padaria que parecia ser verdade. Agora podemos colocar em xeque a credibilidade da imprensa, podemos compartilhar centenas de vídeos, matérias, posts de famosos e de anônimos, formadores de opinião, e ainda podemos trocar nossas mensagens. Depois de “assistir” alguns debates virtuais nas páginas de meus amigos, indignada e pressionada (por compartilhar do voto da minoria na minha Kombi de São Paulo), acabei me sentindo provocada e na obrigação de tomar uma atitude, e como era de se esperar, fui convocada ao debate político em meu perfil.

Sair da toca
Pouco a pouco, como eu, outros amigos começam a sair da toca, e vem mais gente por aí. Em dois dias, celebridades como Oscar Niemeyer, Gilberto Gil, Marilena Chauí e Hélio Bicudo se declararam em vídeos. E cresce o número de posts dos blogs, mais vídeos e mensagens disso e daquilo. A informação antes oprimida pela falta de recursos, agora ganha um belo espaço que é de direito, tudo funcionando perfeitamente e compartilhado a cada segundo no Twitter, Facebook, YouTube, Orkut etc.
Enfim, o Brasil se divide e na internet o jogo é rápido, há quem tente, mas é impossível ficar de fora. Para os meus amigos blasés vai um recado: prefiro mil vezes aguentar as bobagens do exército azul de José Serra do que gente como vocês que não mostram a cara! Queridos, não dá para só dizer que eles roubam, que política é uma merda mesmo, que simplesmente não gostam de um ou da outra, que o povo é burro, que o SWU foi legal e desorganizado, ou que não brinca mais! Afinal, o que vocês estão fazendo aqui mesmo?