Destaque da Semana..


Destaque da Semana

Quem não se preocupa com o futuro? E, de maneira geral, quem não associa futuro garantido a uma boa profissão que lhe garanta sucesso e dinheiro? O bacurizinho mal nasceu e os pais pensam: tomara que goste de bola. Quem sabe vai ser jogador de futebol? Cresce mais um pouco, constata-se que a bola não é o seu forte e aí, então, vem a segunda opção: quem sabe entra pra política?

Não há como ser um homem de bem sem o trabalho. Mas trabalhar, cá prá nós, dá muito trabalho. Imagine “ralar” de segunda a sábado para garantir uma merreca no fim do mês e ainda ter que aguentar o mau humor do chefe! Não, melhor não ter patrão. Mas ser empresário custa caro: paga-se muito imposto. Investe-se muito e o governo lá, ó, posando de sócio majoritário. Não, também dá muito trabalho e é injusto, bem injusto.

Assim voltamos às duas opções que aparentemente dão status e dinheiro garantido: político ou jogador de futebol. Para ser político, salvo raríssimas exceções, há dois caminhos mais curtos: faz-se alguma coisa que o torne conhecido, uma celebridade que, de preferência, conquiste a simpatia coletiva. A partir daí basta ser convidado a se filiar a um partido que vai tirar partido de sua visibilidade e investir em sua campanha, transformando-o num “puxa-votos”, tipo assim, um Tiririca. Pronto. O eleitor, seduzido, dá o golpe final e fatal: vota na cara conhecida sem conhecer a fundo, o cara da cara. Dá pra entender?

O outro caminho é o do apadrinhamento político. De novo vem o eleitor e faz a sua parte: vota no amigo do amigo de um deputado que é conhecido do filho da vizinha de sua madrinha que prometeu, quem sabe, uma vaga, um emprego, uma meia bolsa… E lá vem mais um eleito meia-boca… carreira garantida, a máquina pública e a alienação do cidadão a seu favor.

Já o jogador de futebol, pra se destacar, tem que ter talento, (como se outras profissões não exigissem também talentos inerentes a cada caso). Mas nesse mundo maluco, um marmanjo que sabe brincar de bola tem seu talento reverenciado a peso de ouro e é cercado de mimos e cuidados: filé mignon, hotel cinco estrelas, viagem só de avião. E tome fisioterapeuta, nutricionista, médico, assessor de imprensa, empresário, tietes, e um psicólogo pra tentar ajudar a segurar a onda da fama e da fortuna, além do técnico, é claro. Por falar em técnico, muitos deles também se transformam em “prima donas”, com direito a salários e mordomias impensáveis para os mortais comuns.

Certo tipo de político, técnicos e jogadores de futebol são, no Brasil, uma casta a parte – intocável. E aqui, vale lembrar o curioso caso que aconteceu no Galo. É, o Clube Atlético Mineiro, que nesse Campeonato Brasileiro vive, mais uma vez, a angústia que faz lembrar a fatídica temporada de 2005, quando o time foi rebaixado à Série B. O time, não, o clube e sua torcida apaixonada.

O galo começou 2010 cheio de grandes projetos. O melhor técnico e jogadores número 1 no ranking da fama. Mas o rendimento da equipe comandada por Vanderlei Luxemburgo, no primeiro turno da competição, foi somente um pouco superior ao de cinco anos atrás. Com a luz vermelha piscando, uma equipe sem reação, quase no fundo do poço, Luxemburgo foi, finalmente, demitido e Dorival Júnior contratado para livrar o Clube do rebaixamento. E parece que vai conseguir! Com a chegada do Dorival, o amontoado de jogadores voltou a ter cara de time, conquistando vitórias que nos permite sonhar um pouquinho mais alto.

Mas e o Luxemburgo, heim? Foi embora com a sua troupe, deixou para trás um prejuízo danado e ainda recebeu uma grana por conta de multa rescisória prevista em contrato. Que relação de trabalho é essa? O homem conseguiu a pior campanha de todos os tempos, perdeu partidas de todas as formas vergonhosas que se possa imaginar, teve a defesa mais vazada e até confessou que não treinava os jogadores durante a semana – essa era uma função de seus assistentes, ele só formava o ‘time’ na sexta-feira. Nem mesmo conhecia o plantel: prova disso é que fez o Galo contratar uma penca de goleiros, ignorando o talentoso e jovem Renan, que brilhou nesta semana pela Sulamericana, nas altitudes de Bogotá, garantindo, com suas defesas, a classificação do Atlético.
Não era caso de demissão por justa causa? Mas Luxa continua lá, posando de prima dona, agora no Flamengo. Técnicos, jogadores, políticos… um belo time: o time do ‘Que Se Dane Futebol Clube’…

Texto da Selma Sueli..

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s