Entre o oito e oitenta…


A eletricidade é importante na nossa vida, ela ilumina as residências, as empresas, as ruas da cidade… Mas a eletricidade pode eletrocutar um homem. A água, tão escassa hoje em dia em nosso planeta, é indispensável a nossa vida; ela mata nossa sede. O homem utiliza a água para tomar banho, cozinhar, lavar roupa e diante de uma falta de água quase enlouquece. Mas é importante lembrar que a água também pode afogar um homem. A água e o fogo lhe auxiliam no cozimento do mantimento que mata a sua fome. Mas o fogo mal utilizado pode queimar… O fogo pode lhe aquecer ou lhe queimar.

Se alguém lhe convida a ir até a sua casa e lá lhe oferece uma xícara de terra, você, certamente, irá ficar muito furioso. Mas se alguém usar esta terra para plantar café poderá, em algum momento, oferecer-lhe um cafezinho bem quentinho e delicioso. A terra é abençoada, serve para matar a fome quando o homem a usa para plantar.

Tudo é questão de equilíbrio. E assim, em todos os momentos da nossa vida, precisamos saber utilizar esta palavra – equilíbrio – com muita sabedoria, pois é ela que rege a nossa vida e que nos faz, a todo o momento, procurar a estrada correta.

Certa vez li que o homem não tem natureza perversa. Um bebê não é perverso. Ele pode se transformar em um distinto profissional ou no pior dos bandidos. Mas seja qual for o rumo que ele tomou, um dia ele foi uma inocente criança.

E por que, num determinado momento de sua vida, o homem segue o caminho errado? Por que diante da bifurcação que lhe apresenta duas escolhas, ele toma a decisão errada? Porque faltou equilíbrio!

O equilíbrio é a escolha entre o bem e o mal. É não escolher a opção de menos nem a demais, porque ambas não possuem a justa medida. É difícil? Sim… Nunca ninguém achou que seria fácil. Mas são os seus valores, seus preceitos, sua formação e sua ética que irão lhe apontar a escolha da proporção devida. A escolha que está entre o oito e o oitenta. A escolha com equilíbrio.

Texto da professora Rita Alonso.

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Nunca Competir ..


Quando há rivalidade, nossa reputação pode sair arranhada. Para prejudicar, o competidor vai tentar imediatamente nos desacreditar. São poucos os que jogam limpo. A rivalidade descobre os defeitos que a cortesia havia esquecido: muitos tinham boa reputação até fazer inimigos. 0 calor da disputa aviva ou ressuscita as infâmias mortas, desenterra sujeiras passadas e antepassadas.

A competição se inicia com a exposição de defeitos e se apóia em tudo que encontra e não deve. Apesar de as ofensas não terem qualquer utilidade, servem para a satisfação da vingança e a vingança dá golpes tão fortes que faz brotar os defeitos da poeira do esquecimento. A benevolência sempre foi pacífica, e a reputação, indulgente.

Texto de Baltasar Gracián..

Se…Texto de Rudyard Kipling


Se és capaz de manter tua calma, quando,
todo mundo ao redor já a perdeu e te culpa.
De crer em ti quando estão todos duvidando,
e para esses no entanto achar uma desculpa.

Se és capaz de esperar sem te desesperares,
ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
e não parecer bom demais, nem pretensioso.

Se és capaz de pensar – sem que a isso só te atires,
de sonhar – sem fazer dos sonhos teus senhores.
Se, encontrando a Desgraça e o Triunfo, conseguires,
tratar da mesma forma a esses dois impostores.

Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas,
em armadilhas as verdades que disseste
E as coisas, por que deste a vida estraçalhadas,
e refazê-las com o bem pouco que te reste.

Se és capaz de arriscar numa única parada,
tudo quanto ganhaste em toda a tua vida.
E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,
resignado, tornar ao ponto de partida.

De forçar coração, nervos, músculos, tudo,
a dar seja o que for que neles ainda existe.
E a persistir assim quando, exausto, contudo,
resta a vontade em ti, que ainda te ordena: Persiste!

Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes,
e, entre Reis, não perder a naturalidade.
E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes,
se a todos podes ser de alguma utilidade.

Se és capaz de dar, segundo por segundo,
ao minuto fatal todo valor e brilho.
Tua é a Terra com tudo o que existe no mundo,
e – o que ainda é muito mais – és um Homem, meu filho!

Ei, comentarista? Qual é a sua?


Essa é a pergunta que perturba a humanidade. Ok, nem tanto. Reformulando então: essa é a pergunta que interessa a todos os blogueiros, e na certa qualquer pessoa que se importa um mínimo com a opinião alheia.

Sim, não me venha pensar em autosuficiência. De uma forma ou outra, a opinião alheia é necessário, em algum momento ou outro da vida.

Esse tema não me veio exatamente ao acaso. Tudo bem que há algum tempo o assunto “comentários” foi um dos mais comentados nas timelines de blogueiros no twitter, foi até tema do segundo blogcast, do Ferramentas Blog mas não foi o que me chamou exatamente a atenção. Os “culpados”, foram os sites de notícias.

Alguém já experimentou ler os comentários deixados pelos leitores?

Imagem: Daniel Carlbom

O negócio é de dar nojo. Sério mesmo. Dá pra encontrar de tudo, mas dificilmente algo que tenha a ver com a notícia em questão.

Não se trata de mau humor ou de raivinha por opiniões contrárias de minha parte, antes que alguém pergunte. Tem a ver com educação: aquela palavrinha mágica que muita gente se esquece.

Esse tipo de comentarista geralmente é alguém desocupado e frustrado já que precisa desse tipo de coisa para se sentir superior, afinal por definição um troll seja uma forma de vida inferior.

Essa geração de trolls podem ser classificados em três grandes grupos:

1 – “Guerrinha política”: São os que conseguem dar um toque político para qualquer tipo de notícia, não importando se seja algo digno de “planeta Bizarro”. E, de preferência (sei que isso vai dar briga), são anti-qualquer-um que-esteja-no-governo não importa qualquer coisa que ele faça.

Precisa dizer mais alguma coisa? Algo sobre contexto talvez…

2 – “Notícia inútil”: Dizem a mesma coisa para toda e qualquer notícia. Costumam acessar notícias sobre bastidores de Hollywood, Projac e afins somente para manifestar o quanto tais notícias mudaram sua vida. Os mais xiitas (desculpe, não arranjei termo mais adequado) A-do-ram mostrar o quanto são cultos, inteligentes e ocupados ao “sugerir” que o site fornece apenas pão e circo, só dá destaque ao inútil e de preferência, dá destaque ao jabá. Notícia paga é a principal acusação.

3 – “Patrulheiros da Língua Portuguesa” – doutores em língua portuguesa/imortais da Academia Brasileira de Letras se reúnem com o único intuito de classificar toda e qualquer texto como mal escrito e chamar jornalistas de incompetentes. O principal argumento de agressão é questionar porque o diploma de jornalismo ser tão alardeado se jornalistas serem simplesmente analfabetos. Obviamente desconhecem ou ignoram o fato de que os jornalistas online sofrem de fadiga extrema cada vez mais cedo

Esse comentários deixa os itens 2 e 3 em evidência

 

Atualizado! 3- “Fanáticos Religiosos: Porque não basta ter fé. Tem que recuperar as ovelhas perdidas do rebanho e colocá-las no caminho certo.  E claro que o caminho certo é a religião dele. Veja só a pérola abaixo publicada na notícia “Stephen Hawking dispensa Deus na origem do universo”.

 

Comentário retirado da Folha Online referindo-se a Stephen Hawking

Liberdade de expressão anda de mãos dadas com o bom senso, e obviamente tem gente extrapolando – como sempre. Eu sei que não dá pra pedir educação pra todo mundo, mas o que custaria um pouco de noção?

Ok, noção é um artigo tão raro quanto educação. Esqueça. Que tal procurar o caminho definitivo para as montanhas?

Ler devia ser proibido -Texto de Guimar Grammon


A pensar fundo na questão, eu diria que ler devia ser proibido.

Afinal de contas, ler faz muito mal às pessoas: acorda os homens para
realidades impossíveis, tornando-os incapazes de suportar o mundo insosso e ordinário em que vivem. A leitura induz à loucura, desloca o homem do humilde lugar que lhe fora destinado no corpo social.

Ler realmente não faz bem. A criança que lê pode se tornar um adulto
perigoso, inconformado com os problemas do mundo, induzido a crer que tudo pode ser de outra forma. Afinal de contas, a leitura desenvolve um poder incontrolável. Liberta o homem excessivamente. Sem a leitura, ele morreria feliz, ignorante dos grilhões que o encerram. Sem a leitura, ainda, estaria mais afeito à realidade quotidiana, se dedicaria ao trabalho com afinco, sem procurar enriquecê-la com cabriolas da imaginação.

Além disso, os livros estimulam o sonho, a imaginação, a fantasia. Nos transportam a paraísos misteriosos, nos fazem enxergar unicórnios azuis e palácios de cristal. Nos fazem acreditar que a vida é mais do que um punhado de pó em movimento. Que há algo a descobrir. (…)

Ler pode ser um problema, pode gerar seres humanos conscientes demais dos seus direitos políticos em um mundo administrado, onde ser livre não passa de uma ficção sem nenhuma verossimilhança. Seria impossível controlar e organizar a sociedade se todos os seres humanos soubessem o que desejam. Se todos se pusessem a articular bem suas demandas, a fincar sua posição no mundo, a fazer dos discursos os instrumentos de conquista de sua liberdade.

A leitura é obscena. Expõe o íntimo, torna coletivo o individual e público, o secreto, o próprio. A leitura ameaça os indivíduos, porque os faz identificar sua história a outras histórias. Torna-os capazes de compreender e aceitar o mundo do Outro. Sim, a leitura devia ser proibida.

Ler pode tornar o homem perigosamente humano.