Destaque da Semana


Destaque da Semana

Campanha eleitoral nas ruas! A corrida entre os candidatos começa a esquentar. Tivemos, nesta semana, o primeiro debate que reuniu cinco dos sete concorrentes ao governo de Minas Gerais que têm representação no Congresso Nacional: Hélio Costa (PMDB), da coligação Todos Juntos por Minas, Antonio Anastasia (PSDB), da coligação Somos Minas Gerais, José Fernando Aparecido (PV), Edilson José do Nascimento (PT do B) e Luiz Carlos Ferreira (PSOL).

Perdeu tempo quem esperava conhecer mais profundamente as propostas dos candidatos. O formato exibido pela TV engessa os candidatos e os transforma em atores canastrões, especialistas na arte de falar o necessário, num tempo mínimo, todos com receio de algum escorregão, que possa comprometer sua imagem política cuidadosamente esculpida pelos marqueteiros de plantão.

Fora da telinha, basta uma pequena volta pela cidade para constatar; as campanhas dos candidatos a Presidente, Governador, Senador e deputados Federais e Estaduais estão, literalmente, nas ruas. E temos ainda, na terça-feira próxima o início do horário eleitoral gratuito exibido pelas rádios e TVs.

Enfim, temos entre nós um espetáculo que se repete de dois em dois anos, com produções esmeradas e outras nem tanto, todas buscando cumprir o papel que lhes cabe: a arte do convencimento. O voto do eleitor será ferozmente disputado, tanto pelos candidatos aos cargos executivos, quanto aos cargos legislativos. E todos eles vem, há muito, se preparando com o cuidado de quem joga uma partida de xadrez. O objetivo? Derrubar o ‘rei’ do adversário e garantir a conquista do voto do eleitor.

Ah, o eleitor, sua Majestade, o eleitor…
Será que, assim como os candidatos e sua trupe, ele já está preparado?
Será que vem acompanhando as notícias sobre o candidato da preferência dele? Aliás, será que ele já tem um candidato de preferência?
Será que sua majestade, o eleitor, é capaz de lembrar em quem votou na eleição passada? Acompanhou a ação política daquele a quem confiou seu voto? E quem mereceu esse voto nas eleições de 2006, teve atuação decisiva para a melhoria da vida desse eleitor, da vida da cidade?
Por que projetos, o candidato eleito lutou? Quais foram suas realizações? Merece ser reeleito? Enfim, está tudo na memória cívica do eleitor para o confronto com os discursos e promessas da campanha atual? Os candidatos eleitos em 2006 passaram na prova dos 9 nos quatro anos de mandato?

Uma pesquisa realizada através da internet apontou: 43% das pessoas dizem que jamais escutam e jamais escutarão ou verão o horário eleitoral. 27% dizem que sempre acompanham o horário eleitoral e 30% só vêem ou ouvem, às vezes, quando estão presos num engarrafamento, por exemplo, e ligam o rádio para passar o tempo.

É lamentável, quando nos lembramos que aqueles que desejam nos representar já contam com essa leniência, com essa passividade desinteressada diante da escolha dos novos representantes de todos nós. Aqueles que vão decidir a nossas vidas a partir do ano que vem.

E, enquanto a povo não se prepara com a mesma competência dos candidatos, dá-lhe gente pensando em novas regras e normas para a eleição.
Eleitor, você está sabendo das mudanças? A principal delas, que promete gerar muita confusão nas seções eleitorais: só vai poder votar agora, quem apresentar o título de eleitor e um documento com foto. Santa desburocratização, não seria mais fácil, lá atrás, ter pensado num título já com foto e tudo?

Outra quase novidade: os programas de humor de rádio e televisão estão proibidos de debochar dos candidatos nessas eleições. Aquela sátira bem feita que leva o eleitor a pensar sobre os candidatos, não pode mais. Mas os candidatos podem debochar do eleitor, como é o caso do humorista Tiririca, que disputa uma vaga de deputado federal por São Paulo, que exibe o slogan: “Vote Tiririca. Pior que tá não fica!!”

Nesse cabo de guerra eleitoral, a corda acaba arrebentando do lado do mais fraco, do menos preparado. Uma mulher, 39 anos, mãe de um filho adolescente, trabalhadora autônoma, ao ser questionada se já tem candidato, se vai acompanhar a campanha eleitoral, respondeu com voz firme e, pasmem, cheia de convicção: “Nenhum desses candidatos está preocupado comigo. Eu também não me preocupo com eles. No dia da eleição a rua fica cheia de gente distribuindo os papelinhos. Daí, na hora, escolho um, vou lá e voto…!

É assim? Vai ser assim, eleitor?
Acorda, Brasil!!!

texto de Selma Sueli -Itatiaia.com.br

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