Educação precisa ser ideia fixa num país em que se pretenda construir um futuro melhor


Nunca é demais destacar: a Educação precisa ser ideia fixa num país em que se pretenda construir um futuro melhor, com uma vida mais digna para seu povo. Mas, infelizmente, aqui na terrinha brasilis, educação ou serve de discurso para obter votos do eleitor crédulo de plantão, ou é assunto que tende a ser varrido para debaixo do tapete.

Somente neste ano, já tivemos paralisação da rede particular de ensino, que não durou 2 dias. Afinal, o dinheiro vem do bolso dos pais que não aceitam ver o impasse entre empregador e professores esbarrar no direito dos filhos ao estudo. Rapidinho a coisa se resolveu.

Tivemos, também, greve na rede pública municipal que se estendeu por quase 30 dias e terminou, com acordo entre as partes. Mas, infelizmente, a greve dos professores das escolas estaduais se arrasta por mais de 40 dias e os pais de um milhão de alunos prejudicados em todo o Estado não têm a quem reclamar. Quem paga o salário dos professores é o Estado e, embora seja com o dinheiro do cidadão, em tempos de greve, o contribuinte passa a reclamante e o professor a pedinte. E nesse fogo cruzado a maior vítima é o aluno. Sem acordo, a insatisfação cresce de todos os lados e o projeto da educação fica totalmente comprometido.

Crianças e adolescentes que deveriam estar na escola aprendendo, adquirindo conhecimento e sabedoria, discutindo temas como, por exemplo, o ano eleitoral, estão soltos pelas ruas, expostos aos riscos e perigos que conhecemos tão bem nesse nosso Brasil.
Professores que deveriam estar preparados para serem guias dos alunos na aventura do conhecimento, na construção da cidadania, se vêem desvalorizados, desestimulados, sem saber se o minguado salário vai chegar ao menos perto do fim do mês.
O governo, por sua vez, se diz limitado pela Lei de Responsabilidade Fiscal e os limites da legislação de um ano eleitoral.

O quadro se complica ainda mais quando nos vemos diante do desafio de separar sindicalistas verdadeiramente comprometidos com sua classe e os oportunistas de sempre, futuros candidatos a cargos políticos, que usam as assembléias da categoria como palanque para discursos eleitoreiros.
Não é fácil, não é simples, mas não podemos abrir mão do nosso dever de informar, discutir, buscar soluções efetivas e duradouras.

Os professores lutam por melhores salários e condições de trabalho, convivem com a insegurança nas escolas mas só são notados quando entram em greve, tornando evidente o tumulto causado na vida das famílias e o prejuízo garantido no aprendizado dos alunos, crianças, adolescentes e jovens para quem a escola é artigo de primeiríssima necessidade. É que, nessa terra brasilis, educação é também proteção contra a criminalidade, é garantia de, pelo menos, uma refeição digna por dia, é, enfim, a esperança de um futuro para essa nossa gente humilde.
E, afinal de contas, somos todos, de algum modo, em algum tempo, filhos de gente humilde, guiados por gente humilde mas com a expectativa de uma vida que, apesar de humilde, possa ser plena de dignidade.

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