Escrito por Ricardo


Como se comportar nas mídias sociais.

8% das grandes empresas americanas já cortaram a cabeça de algum funcionário que se comportou mal nas mídias sociais. De acordo com um estudo feito pela Proofpoint no ano passado, 17% das empresas americanas com mais de mil funcionários já tiveram algum problema com funcionário na mídia social, e 8% resolveu cortar suas cabeças. 15% das empresas precisou passar algum tipo “corretivo” nos funcionários no pelorinho corporativo.

O fato é que as empresas e o seu CHEFE estão monitorando as redes sociais, e qualquer besteira que você falar pode e será usada contra você na sala do diretor de recursos humanos.

Isso quer dizer que você não poderá falar mal da empresa em que trabalha?

Eu penso que somente um imbecil com o cérebro do tamanho de uma azeitona usa as mídias sociais para falar mal abertamente do chefe ou da empresa em que trabalha.

Ao fazer isso você estará dando um tiro no pé, prejudicando o teu próprio sustento, ao invés de encarar o chefe de frente e dizer tudo que quer dizer nos olhos do cara.

É claro que você pode e deve usar as redes sociais para coletar idéias & insights que possam te ajudar a fazer acontecer, ou mesmo citar o seu caso para as pessoas te ajudarem; mas nunca faça isso com o desejo puro e simplesmente de prejudicar o seu próprio umbigo.

Então, como um funcionário ou uma pessoa física deveria se portar nas redes sociais?

Eu tenho as minhas idéias para você. Lá vai.

1. Eu não contrato profissionais que não tenham presença on-line! A primeira coisa que eu procuro no currículo de um candidato a vagas de marketing e vendas é o endereço do blog pessoal do cara. A segunda coisa é o endereço do Twitter, depois Linkedin, depois eu faço uma varredura na web pelo nome do candidato.

Se eu não encontro sobre o cara no mundo virtual, eu jogo o curriculo fora.

É uma questão econômica, e social, e marketeira.

Econômica porque através do “você virtual”  você consegue atingir centenas de pessoas, que o seu “você analógico” por limitações físicas não consegue atingir. Os seus tentáculos webificados vão até onde você jamais chegará.

Marketeira porque tudo que você publica na web ganha uma visibilidade forever and ever que pode e deve ser usada pelo candidato para encontrar trabalho e clientes.

Um post com a sua opinião sobre “o futuro do marketing direto” tem grandes chances de um dia parar na mesa ou na tela de um gerente de marketing direto em busca de novas idéias para a sua próxima campanha.

Social porque a melhor maneira de conseguir novos clientes e prospectar novos negócios é participando das conversas que rolam na web em busca de informações para tomar decisões.

90% de todas as decisões de compra no mundo B2B começam na internet. As mídias sociais são um grande achado para todos os profissionais que trabalham em negócios entre empresas. O Twitter não é um brinquedo, é uma ferramenta de negócios!

2. Seja interessado ao invés de ser interessante. Anos atrás um mineiro montou o blog Eu quero trabalhar no Google com o objetivo de chamar a atenção do Google para conseguir um trabalho por lá. A iniciativa não foi bem vista pelo Google, o cara nunca conseguiu nada. A iniciativa do blog, por mais bacana que pareça, foi percebida como uma tentativa desesperada de um cara em chamar a atenção do Google. O candidato parou de atualizar o blog no dia 27 de fevereiro de 2008.

A sedução e as iniciativas bizarras de marketing só funcionam com clientes ignorantes. Os clientes mais inteligentes, cultos, estudados e conscientes não compram “marketing de sedução”;  os caras compram “marketing de percepção”.

O que o cara poderia ter feito no lugar do blog?

Ter participado dos inúmeros eventos presenciais do Google, se apresentado para um funcionário, ajudado o funcionário a arrumar clientes para o Google, e depois, muito depois, perguntar sobre oportunidades no Google, e preparar um currículo específico para se candidatar a vaga.

Mas, como saber o que os caras podem pensar do que eu estou pensando em fazer???

Bom, primeiro é estudar muito a cultura da empresa que você está tentando “seduzir”. Entenda estudar por se relacionar com a empresa. O jovem de Minas “achou” por aquilo que leu sobre o Google lá fora que o Google no Brasil aceitaria sua idéia. Ele se esqueceu que quem faz as empresas são as pessoas e não uma entidade invisível. Se ele tivesse se relacionado primeiro com as pessoas teria aprendido alguma coisa sobre a cultura, e sobre é aceito ou não pelos caras.

3. O quanto eu posso zoar na web? Se você quer chegar em algum lugar relevante, você não pode zoar. Ou, você pode começar a zoar na web depois que se tornar um cara relevante. Zoar por zoar é a filosofia de um zé mané que não tem objetivos concretos na vida. Você pode, é claro, expressar a sua opinião sobre o que você acredita; e pode, é claro, dar risadas até cair.

Entretanto, nenhum cara sério contrataria um profissional que participa na Orkut de alguma comunidade chamada “vamos zoar ou beber até cair”.

Eu não quero dizer que você não pode zoar na Orkut. Você pode. Mas precisa balancear o número de zoadas com o número de coisas sérias que você produz na web. Seis de cada dez comunidades que você assina na Orkut, por exemplo, poderiam e deveriam ser sobre assuntos relacionados ao seu crescimento pessoal ou algo assim.

Enquanto as pequenas empresas ainda não tem ferramenta ou o hábito de escanear a web em busca do perfil dos candidatos, as médias e grandes empresas já tem, e estão usando em seus processos seletivos. Portanto, seja criterioso em tudo que você faz na web. Talvez você tenha perdido aquela vaga naquela empresa bacana por conta da foto que você tem na sua orkut e nem tá sabendo.

4. O você.pontocom é uma extensão do você.analógico. Se o que você vende não são códigos de programação, ou produtos digitais, você precisará da sua presença off-line para fazer negócios. Não adianta ser uma coisa na web e outra fora da web. As pessoas ainda compram a pessoa de carne e osso e não o ser virtual criado na internet. Portanto, todos deveriam se comportar na web como são no mundo off-line. Converse com as pessoas na web da mesma maneira que você conversa com os amigos no mundo real. Não replique na web o seu “eu-corporativo” chato prá daná que você tem que sustentar no mundo off-line. Tente, tente ser você mesmo. Quem sabe a experiência web consiga te transformar em outra pessoa no mundo real.

5. Você, eu, TODOS NÓS estamos na indústria da reputação. Todos os dias você tem a oportunidade de expressar a sua opinião agregando VALOR em milhões de posts escritos por milhares de blogueiros de todo o mundo.

Você gostaria de vender algo nos EUA? Escolha um blog americano por onde passam potenciais clientes do seu negócio e participe ativamente com comentários construtivos. O mesmo vale para qualquer blog brasileiro. Tá afim de vender algo para o público que lê o Marcelo Tas? Comente proativamente no blog do cara ACRESCENTANDO algo ao pensamento do Marcelo Tas. Se as suas idéias forem construtivas, e você estiver no lugar certo, você conseguirá novos clientes e negócios.

As mídias sociais são um negócio em construção. Ninguém sabe ao certo como se comportar, ou onde tudo isso vai parar; entretanto, ninguém pode ficar de fora, use sempre o bom senso, e mete bala!

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