Boa noticia!!


De acordo com pesquisa divulgada pelo IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada, órgão vinculado ao governo federal), o Brasil poderá acabar com a extrema pobreza (parcela per capita da população que sobrevive com até um quarto do salário mínimo) até 2016. Em 2008, esse patamar havia fechado em 10,5%.

Segundo o instituto, conseguiríamos ainda diminuir o índice de pobreza absoluta (indivíduos que vivem com até meio salário mínimo mensalmente) para apenas 4%, ante os atuais 28,8%. Tais resultados serão alcançados caso o país mantenha o ritmo de queda da pobreza, observado nos últimos 5 anos. O índice comparativo de GINI, que mede as desigualdades de renda entre as nações, variando de 0 a 1 (quanto mais próximo de 1 mais desigual), reduziria-se para 0,48, contra os atuais 0,51. Isso aproximaria o Brasil dos países desenvolvidos, muitos dos quais já possuem um índice de desigualdade abaixo dos 0,40, a exemplo dos EUA (0,46), da Itália (0,33), Espanha (0,32), França (0,28), Holanda (0,27) e Dinamarca (0,24).

Segundo analistas, esses avanços vêm sendo alcançados ao longo das últimas décadas por uma série de fatores. A começar pela Constituição de 88 que impôs ao Estado Brasileiro deveres sociais e universais mínimos, outrora inexistentes como a seguridade social, o seguro–desemprego e o SUS. Isso, aliado à estabilização monetária alcançada com o Plano Real, garantindo às famílias mais pobres um crescente poder de compra, advindo do fim da hiperinflação que corroia os salários. Além do aumento dos gastos governamentais com programas sociais, como o Bolsa Família e da própria expansão econômica que incorporou milhares ao mercado de trabalho.

Contudo, a elevada e injusta carga tributária brasileira pode diminuir ou até mesmo retardar o processo. Uma vez que incide principalmente sobre o consumo e não sobre a renda como na maioria dos países. Esse fato penaliza, assim, os cidadãos com menor rendimento, que destinam grande parte de sua receita na aquisição de bens e serviços (maior propensão ao consumo). Nesse aspecto, o governo não tem contribuído, já que vêm elevando bastante os gastos com o funcionalismo, não deixando espaço para reduções de impostos no futuro.

Fonte: O Globo

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